Conheça as 5 competências do professor da nova geração

As relações humanas passam por várias transformações ao longo dos séculos, e muitos desses processos influenciam diretamente o modo como a sociedade se organiza. Com avanços cada vez mais rápidos em diversas áreas, é preciso trabalhar as competências do professor e preparar as futuras gerações para lidar com um mundo globalizado e o mercado de trabalho extremamente exigente.

Esse desafio, é claro, impõe mudanças na educação infantil, que deve ter foco no desenvolvimento de habilidades específicas para facilitar a adaptação das crianças à nova realidade. Mas, afinal, quais seriam essas competências e por que elas são necessárias nos dias atuais? Descubra agora no post!

Competências importantes na educação da nova geração

Muito tem se falado sobre o conceito de Quarta Revolução Industrial, um fenômeno que representa a convergência das tecnologias físicas, biológicas e digitais. É a era da inteligência artificial, da robótica avançada, da automação de sistemas e de outras mudanças que prometem impactar a vida da humanidade.

Nesse cenário que vem se moldando, diversos comportamentos e processos poderão ser alterados, seja no dia a dia das pessoas, seja no mercado de trabalho. Até profissões tradicionais vão desaparecer para dar lugar a outros tipos de emprego/atividade.

Isso mostra que as escolas devem rever seus métodos de ensino para atender às expectativas de uma nova sociedade. Segundo um relatório apresentado no Fórum Econômico Mundial, em um futuro próximo, características como empatia e capacidade de resolver problemas serão mais valorizadas que conhecimentos técnicos.

A prática docente tem participação importante no preparo das crianças desde cedo. Prova disso está no estudo Education for Life and Work, no qual pesquisadores elencaram as principais competências desejáveis no século XXI e as dividiram em três grupos de domínio: cognitivo, intrapessoal e interpessoal.

Competências cognitivas

Englobam capacidades já estimuladas nas escolas e que são essenciais para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Destacam-se aqui o poder de interpretação, a habilidade de escutar e o pensamento crítico.

Competências intrapessoais

Essas competências do professor possibilitam ao indivíduo entender seus próprios sentimentos, de modo a controlar diferentes emoções com calma e sabedoria. Como exemplos podemos citar a perseverança, a flexibilidade e o autodidatismo.

Competências interpessoais

Por fim, estas são as capacidades que permitem ao indivíduo compreender e saber lidar com outras pessoas. Boa comunicação, empatia e disposição para ajudar o próximo são essenciais para trabalhar a diversidade na sala de aula e respeitar as diferenças.

As principais competências do professor do século XXI

Dentro dessas categorias citadas, existem 5 competências que se destacam entre os profissionais da educação infantil. Por isso, é muito importante que os professores tenham domínio de cada uma delas, para que também possam desenvolvê-las em seus alunos

Vejamos cada um delas em detalhes:

1. Comunicação

Ouvir, se expressar e interpretar o que o outro está dizendo é necessário para quem ensina e para quem aprende. Assim, como a sala de aula é um ambiente que gera troca de informações variadas, fica clara a importância da boa comunicação.

O professor da atualidade precisa ser capaz de articular ideias em espaços variados, para transmitir conhecimento com eficácia e garantir a compreensão de quem escuta, lê ou visualiza suas mensagens. Para isso, vale fazer uso das diversas linguagens disponíveis para instruir, persuadir e até motivar as crianças.

2. Criatividade

Entre as competências do professor, essa é fundamental no tempo em que vivemos — afinal, novas ideias e invenções costumam depender de muita criatividade. Cabe ao educador desenvolvê-la por meio de técnicas específicas, como exercícios de storytelling e atividades de brainstorm (preferencialmente, em grupo).

Um profissional que consegue trabalhar ideias em diversas etapas (elaboração, refinamento, análise e avaliação) tem tudo para estimular sua turma a fazer melhor uso da imaginação. Os alunos devem ser acostumados desde pequenos a exercitar a mente e propor soluções para determinados problemas/questionamentos, já que essas habilidades serão consideradas diferenciais em suas vidas.

3. Colaboração

O conhecimento aumenta quando é dividido com outras pessoas. Para que isso se torne realidade, contudo, é necessário ter cooperação entre todos os agentes envolvidos no processo educativo: professores, alunos e outros profissionais da escola.

Essa colaboração não está na lista de principais competências à toa. Afinal, trata-se de um valor crucial em diversos espaços, sejam eles públicos ou privados. Quando trabalhada em sala de aula, ela instiga as crianças a respeitar o espaço do outro, bem como suas necessidades, opiniões e diferenças.

Uma boa maneira de exercitar a colaboração é coordenar debates e atividades com imparcialidade, a fim de permitir que todos apresentem sua visão sobre o assunto. Assim, as crianças passam a entender que a contribuição e interesse no outro podem trazer benefícios ao grupo inteiro.

4. Pensamento crítico

O que define essa competência é o pensamento estruturado, a habilidade de fazer as perguntas certas e a capacidade de reconhecer um problema. Além disso, também importa aqui o interesse em analisar uma questão sob diferentes perspectivas.

Todas essas características são valiosas em atividades de pesquisa, por isso, devem ser desenvolvidas com as turmas. O educador pode incluir no plano de aula ações que ensinem os alunos a adotar postura crítica em relação às informações que encontram nos mais diversos meios (televisão, rádio, internet etc.).

Tal postura contribui para o processo autônomo de aprendizagem, no qual a criança se torna principal agente interessado na busca pelo conhecimento. Isso é extremamente útil em um mundo que carece de mais reflexões, questionamentos e soluções para problemas reais.

5. Inovação

Não dá para ignorar o fato de que boa parte das turmas em escolas infantis são hoje compostas por perfis conhecidos como nativos digitais — pessoas que já nascem alinhadas a uma sociedade conectada e recheada de informações.

Sabendo disso, educadores de todas as regiões devem estar abertos para testar outras possibilidades em sala de aula, seja experimentando novas técnicas de ensino, adotando recursos tecnológicos ou utilizando ferramentas digitais (aplicativos, programas, sites educativos, jogos etc.).

Quando aproveitada da maneira correta e com um propósito definido, a tecnologia na educação traz vários benefícios. Um deles é o aumento do interesse dos pequenos, que já têm familiaridade com esse universo conectado desde os primeiros anos.

Enfim, como podemos ver, as competências do professor da nova geração não dependem de grandes esforços ou investimentos para serem aplicadas. Ou seja, mesmo com poucos recursos, é possível inovar e contribuir para a formação de jovens mais confiantes e preparados.

Por falar em inovação, que tal começar a tirar proveito de sistemas específicos de gestão para escolas? Se gostou deste post, entre em contato conosco e conheça as soluções que temos a oferecer nessa área!