Conheça as habilidades do profissional do futuro e entenda o que sua escola tem a ver com isso

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Não há mais dúvidas que a tecnologia está mudando tudo o que conhecemos. Ela altera a forma como pagamos nossas contas, compramos nossos produtos e até nos relacionamos. A mesma transformação chega com tudo ao segmento corporativo, mudando a forma como as empresas se organizam e quais serão as competências e habilidades do profissional do futuro.

A chamada Quarta Revolução Industrial traz inovações como inteligência artificial, robótica e biotecnologia, que exigem novos conhecimentos. Isso muda a forma como os negócios se desenvolvem, vendem seus produtos e serviços e, também, o perfil do profissional que eles contratam. Alguns estudos estimam que 65% das crianças que estão, hoje, no ensino primário terão empregos que ainda nem existem.

E não são apenas conhecimentos técnicos que elas precisarão desenvolver. O Fórum Econômico Mundial tem um relatório chamado “O futuro dos trabalhos”, que aponta as 10 principais habilidades do profissional do futuro. Esse relatório mostra que, muito mais que desenvolver códigos ou resolver equações, os novos profissionais precisarão pensar criticamente, serem criativos e capazes de cooperar, entre outras habilidades.

Nesse contexto, o papel das escolas é essencial para a formação desses profissionais do futuro. Se a inovação está transformando o mercado de trabalho, a escola também precisa alterar seus processos e sua forma de ensino para preparar seus alunos.

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Mas a escola também precisa ficar atenta às tendências do mercado de trabalho e, assim, garantir um plano de aula que ajude os alunos a estarem prontos para esse novo mundo. Confira abaixo a lista das 10 habilidades do profissional do futuro, segundo o Fórum Econômico Mundial. Veja também algumas dicas de como fomentar essas habilidades na sala de aula:

10 habilidades do profissional do futuro

Resolução de problemas complexos

No topo da lista, essa é uma habilidade bastante valiosa, já que os problemas complexos podem aparecer em qualquer empresa, em diferentes momentos. Ela está relacionada à capacidade de usar um conjunto de estratégias para responder, de forma eficaz, a determinado problema. Isso passa pelo diagnóstico correto do problema, proposição de alternativas e novas perspectivas, colaboração até a solução.

Aplicação: Há diversos brinquedos de montar, jogos de tabuleiro e aplicativos que induzem a resolução de problemas complexos de forma divertida. O ideal é que o professor leve esses materiais e ensine à criança sobre a importância de cada momento da resolução do problema, como o diagnóstico dele. Pode-se, por exemplo, ensinar a criança a observar as formas do brinquedo antes de tentar montá-lo sem pensar.

Pensamento crítico

Enxergar problemas e diferentes perspectivas por trás dos fatos é uma habilidade importante, principalmente em tempos de fake news. Essa capacidade passa por saber fazer boas perguntas a respeito do que se ouve e, de antemão, pensar em alternativas para o que está sendo proposto.

Se você gostaria de entender mais sobre as fake news, acesse o ebook “É fake ou fato?”

Aplicação: As histórias podem ser uma forma interessante para se trabalhar a habilidade do pensamento crítico. Depois de ler o enredo, pode-se propor uma conversa sobre os assuntos abordados, incentivar as crianças a fazerem perguntas sobre a obra ou darem sua opinião sobre o que aconteceu ou o que teria acontecido em outras circunstâncias.

Criatividade

Essa é uma das habilidades que somente nós humanos podemos ter: robôs não são criativos! É por isso que essa capacidade de criar coisas inusitadas a partir de outras coisas que já existem será tão valiosa em um mundo tomado pelas máquinas.

Aplicação: Há diversas formas de fomentar a criatividade nas crianças, mas uma simples e barata é a utilização de sucata. Despeje na frente delas materiais como tampinhas de garrafa, rolos de papel, copos plásticos, botões e incentive-as a criarem o que quiserem!

Gestão de pessoas

Saber desenvolver pessoas será um diferencial numa era em que as cabeças estão, cada vez mais, voltadas para as telas. O profissional que souber identificar bons talentos e motivá-los terá seu lugar ao sol no mercado de trabalho do futuro.

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Aplicação: Desenvolver o olhar das crianças uma para as outras pode ser um bom começo para estimular essa habilidade. O professor pode incentivar os alunos a escreverem ou desenharem sobre as qualidades que eles enxergam nos outros, por exemplo.

Coordenação

Mais do que colaborar, coordenar é saber combinar de forma eficiente as suas próprias ações às dos demais na equipe. Essa habilidade exige senso de compartilhamento, mas também de divisão de tarefas e de um processo com etapas coordenadas.

Aplicação: Atividades colaborativas, de maneira geral, podem ajudar a desenvolver essa habilidade nas crianças. Escolha aquelas em que o movimento de uma depende da outra, como brincadeiras de comando onde uma ação deve ser feita depois da outra.

Inteligência emocional

Saber gerir as próprias emoções é uma capacidade muito importante, principalmente em momentos de crise. Se os resultados no mundo corporativo dependem de boas decisões, a habilidade de analisar e ponderar sobre as próprias emoções são essenciais para a qualidade dessas decisões.

Aplicação: Essa é uma habilidade que precisa ser trabalhada o tempo todo com as crianças. Elas devem ser estimuladas a comunicarem suas emoções, assim como orientadas a ouvirem sobre as emoções dos demais. Trabalhar as frustrações e a resiliência também é uma forma de auxiliá-las na construção de inteligência emocional.

Capacidade de julgamento e tomada de decisões

Decidir sobre assuntos complexos muitas vezes em momentos de pressão é uma habilidade valiosa para o mercado de trabalho do futuro. Ela envolve a capacidade de análise das situações, pensamento crítico para entender as variáveis que compõem aquele problema, além de coragem para determinar um caminho.

Aplicação: Aqui os jogos também podem ser úteis. Procure aqueles em que as crianças têm poder de escolha sobre o próximo passo. Embora jogos eletrônicos sejam muito criticados por conta do seu uso desregrado, eles podem ser úteis para o desenvolvimento dessa habilidade. Isso porque o jogador normalmente está sob algum tipo de pressão e precisa pensar rápido sobre qual caminho seguir ou qual movimento executar.

Orientação para servir

Essa habilidade está relacionada a um movimento em direção ao outro, mas também a uma noção do coletivo. Trata-se da capacidade de identificar a necessidade do outro ou do ambiente e de fazer algo para suprir essa falta.

Aplicação: Incentivar a participação das crianças na organização da sala ou na preparação de atividades pode ser uma maneira interessante de fomentar essa habilidade. Da mesma forma, estimular uma criança a ajudar a outra pode despertar seu olhar para além de si mesma.

Negociação

Conciliar diferenças, ponderar sobre prioridades, abrir mão de vantagens. Todas essas características são importantes para um bom negociador, profissional valioso do novo mercado de trabalho. Essa habilidade inclui negociações a nível comercial, mas também nas relações interpessoais no ambiente corporativo.

Aplicação: Brincar de “feira” pode ser uma forma divertida de explorar essa habilidade. Nessa proposta, as crianças são convidadas a terem sua própria vendinha e a trocarem objetos ou alimentos (de verdade ou de brincadeira) entre si. As trocas deverão ser consideradas e negociadas por elas mesmas.

Flexibilidade cognitiva

É a capacidade de dar uma ordem ao seu cérebro para que ele conduza seus raciocínios em uma nova direção. Ou, de forma mais simplificada, pensar fora da caixa. Ser flexível cognitivamente permite que o profissional do futuro aprenda mais e esteja aberto para pensar o que não havia pensado até então.

Aplicação: Uma forma divertida de trabalhar a flexibilidade cognitiva é apresentar às crianças imagens diversas, como uma casa, um cachorro, uma família, entre outras. Com elas em mãos, as crianças devem contar diferentes histórias com enredos e finais completamente distintos.

Trabalhar as competências socioemocionais das crianças podem ser um bom começo. Se você quiser entender melhor as exigências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nesse assunto, acesse nosso ebook: “Guia prático de aplicação das competências socioemocionais da BNCC”.

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