Avaliação na educação infantil: como aplicá-la de maneira lúdica?

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Desde 2009, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil determinam que as escolas criem procedimentos para avaliar seus alunos. Mesmo que não envolva provas tradicionais, a avaliação na educação infantil é necessária para que os educadores acompanhem e trabalhem o desenvolvimento das turmas.

Jogos, brincadeiras e diversas outras atividades podem ser úteis no momento de avaliar o comportamento e o desempenho das crianças, seja dentro ou fora da sala de aula. O segredo para ter sucesso nessa prática está na forma de abordagem, que deve priorizar processos lúdicos e divertidos para o público infantil.

Neste artigo, vamos mostrar a importância de aplicar uma avaliação adequada no ambiente escolar e fornecer orientações para que você atinja esse objetivo. Acompanhe!

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Qual é a importância das avaliações nas escolas infantis?

Na Educação Infantil, todo trabalho, roda de conversa ou momento de descontração deve ser planejado para estimular o desenvolvimento das habilidades sociais, emocionais e cognitivas das crianças. Nesse processo, o docente é incentivado a conhecer melhor cada um de seus alunos para que possa propor atividades de ensino focadas em diferentes necessidades.

O contato direto e constante do profissional com a turma ajuda a criar vínculos, os quais são essenciais para conquistar a confiança dos pequenos. Afinal, quando sente segurança na presença de um adulto, o aluno fica à vontade para expor seus sentimentos, percepções e comportamentos. É a partir da observação dessas características que o professor consegue obter dados valiosos para a avaliação.

Esse olhar atento às reações das turmas durante a execução das atividades também é essencial para fornecer um diagnóstico sobre a qualidade dos trabalhos. Portanto, ao aplicar e observar os resultados da avaliação na educação infantil, o professor tem melhores condições de definir se determinada ação atingiu seu propósito, se precisa ser aperfeiçoada ou, ainda, adaptada ao perfil dos alunos.

Qual é a melhor forma de aplicar a avaliação na educação infantil?

Mesmo considerada uma ferramenta importante, a avaliação nas escolas infantis nem sempre é feita da maneira correta ou tratada com a seriedade que deveria. O processo não deve focar na seleção, promoção ou classificação dos alunos, o que exclui a necessidade de se aplicar provas e outros métodos semelhantes.

A avaliação ideal envolve uma observação crítica das atividades realizadas e emprega o registro dos trabalhos e dos seus respectivos resultados. É necessário considerar a individualidade das crianças e propor abordagens que permitam captar a autenticidade de cada aluno, sempre considerando o seu desenvolvimento dentro das rotinas e dos contextos vividos.

Há diversas possibilidades para analisar o modo como os pequenos agem durante as práticas escolares. Os relatórios descritivos estão entre as melhores opções, visto que permitem organizar informações referentes ao desenvolvimento de cada criança. Os professores devem usá-los como instrumentos de suporte no exercício da profissão.

Para resultados satisfatórios, é recomendável que a prática de anotar seja diária. Assim, é possível detalhar aspectos do comportamento, nível de envolvimento nas atividades, participação e outros itens relevantes para otimizar a avaliação na educação infantil.

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O profissional também deve aproveitar o momento para fazer a autoavaliação e refletir sobre as estratégias adotadas em sala de aula.

Como tornar o processo mais lúdico?

Para a criança, não é interessante estar em um ambiente com testes e provas constantes, onde há tensão e julgamentos sobre o seu desempenho. Para evitar tal situação, é necessário construir um modelo de avaliação que considere todo o processo educacional, ou seja, que tenha como base as informações recolhidas ao longo do tempo de permanência do aluno na escola.

As práticas lúdicas têm se mostrado valiosas no processo avaliativo. Veja, a seguir, como adotá-las e deixar a rotina mais divertida para todos os envolvidos:

Proponha diferentes atividades

Para observar o comportamento dos alunos em variadas situações, nada melhor do que incluir diferentes atividades no planejamento escolar. O professor pode trabalhar a criatividade, estimular a integração e aguçar a curiosidade dos pequenos por meio de ações simbólicas, como:

  • brincadeiras em grupo: facilitam o crescimento, conduzem os relacionamentos grupais e melhoram a comunicação. Permitem fazer diferentes leituras de aprendizagem das crianças;
  • atividades com brinquedos: dão asas à imaginação e podem ser usadas pelos alunos ou pelo professor. A interação com peças e bonecos possibilita avaliar diferentes habilidades;
  • jogos educativos: fornecem pistas sobre a absorção de conhecimentos relacionados à conservação, seriação, noções lógicas, autonomia, cooperação e linguagens verbal, gráfica e motora;
  • dança, música e ginástica: mostram habilidades de sincronismo, consciência corporal, memória de movimentos, expressividade, uso do espaço, ritmo e geração de ideias de movimento.

Troque diálogos com os alunos

O processo avaliativo não será eficiente sem a troca de diálogo. Afinal, é importante dar voz aos alunos para que não sejam observados a partir de uma única perspectiva. Cabe ao professor estimular a conversa, atraindo a atenção das crianças e pedindo que exponham suas opiniões sobre a aula.

Durante o processo, vale perguntar também quais são suas percepções sobre colegas, ambientes da escola, equipe docente e outros elementos. As respostas farão com que o professor conheça sua turma, além de servir de base para o planejamento das próximas atividades. O diálogo em grupo favorece, ainda, o desenvolvimento da concepção de cidadania.

Cobre esforço em vez de resultado

Avaliações na forma de notas e classificação por desempenho não devem ser incentivadas nas escolas infantis. Isso só contribui para a criação de um ambiente competitivo e nada saudável, que pode refletir em comportamentos negativos no futuro.

Em vez de buscar resultados específicos, o professor deve se preocupar em cobrar esforço por parte das crianças. Essa característica é básica para o aprendizado em diferentes áreas e mostra que todo indivíduo, independentemente de suas características, é capaz de obter sucesso nos trabalhos.

Todas essas práticas favorecem a manutenção de um processo avaliativo de qualidade e adequado ao público infantil. A partir delas, o profissional responsável pela turma pode elaborar relatórios e dossiês para registrar e acompanhar cada atividade. Alguns itens específicos que podem ser anotados ao longo do tempo são:

  • participação do aluno nas tarefas;
  • principais habilidades e dificuldades;
  • preferências e coisas que não gosta;
  • comportamento durante as aulas;
  • relacionamento com colegas e professores;
  • tipos de reações às conquistas e aos fracassos;
  • reações aos conflitos e às adversidades.

Viu só como é possível transformar a avaliação na educação infantil em um processo mais lúdico e interessante para toda a comunidade escolar?

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