6 dicas para lidar com crianças agitadas

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A tarefa de educar é uma das atividades mais nobres da sociedade, mas também uma das mais desafiadoras, principalmente quando nossas crianças apresentam um nível de inquietação mais elevada que o esperado.

Em vários países percebemos que o público infantil diagnosticado com TDAH aumentou bastante nos últimos anos. Esse é só um reflexo de como o mundo cada vez mais agitado tem impactado não só os adultos mas também nossos pequenos.

Para lhe ajudar com esse desafio nós preparamos seis dicas práticas de como lidar com crianças agitadas da melhor forma, confira!

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Como identificar o comportamento de crianças agitadas?

Antes de tudo precisamos conseguir identificar e separar momentos eufóricos, que são comuns na fase infantil, de um traço de personalidade que consequentemente torna esse tipo de reação mais contínua.

Naturalmente nessa fase é mais difícil controlar as próprias emoções e isso é nítido em ocorrências de entusiasmo ou até em momentos de insatisfação. Por isso ter paciência e calma é importante, pois ao lidar com o público infantil uma hora ou outra iremos nos deparar com a agitação mais elevada dos pequenos.

O comportamento agitado na maioria das vezes é uma reação a algum estímulo do ambiente, por isso o primeiro passo para identificar se uma criança é mais agitada que o normal é entender o seu dia-a-dia e até que ponto as atividades do cotidiano são propícias a desenvolver esse tipo de atitude.

Será que ela passa por uma realidade agitada? Talvez os familiares têm uma vida mais corrida, ou ela mesmo se depara com momentos de estresse.

Antes de realizar um julgamento de forma precoce é relevante entender o contexto, tente conversar com seus familiares.

Feito isso, podemos tentar observar alguns padrões. É importante entender que cada pessoa é única, mas no geral as características mais comuns de uma personalidade mais agitada são:

  • Mesmo em situações de concentração, ela não para quieta e tende a fazer mais barulho;
  • Inclusive tem muita dificuldade em concentrar, mesmo em tarefas que exigem pouquíssima concentração;
  • Tem dificuldades em dormir;
  • Problemas relacionados a ansiedade.

Outro ponto que precisamos ficar atentos é que a agitação não só impacta o comportamento e o estado psíquico, mas também pode causar efeitos somáticos, ou seja, quando a agitação é intensa e fora da normalidade ela pode também apresentar sintomas que se refletem no estado físico, como caso de uma perda de peso ou dores em alguma parte do corpo.

A observação é uma das estratégias mais poderosas na hora de educar e não deve ser ignorada. Preste atenção no seu aluno para conseguir enxergar e antecipar esse tipo de situação.

É indispensável não realizar julgamentos precoces, mas acompanhar de perto pode ser útil e benéfico. Observar e dialogar são processos fundamentais no processo pedagógico.

Agora que você já está mais preparado(a) para perceber os principais aspectos da personalidade de um pequenino mais agitado iremos abordar dicas práticas do que fazer nessas situações, confira!

1. Converse com os familiares e passe orientações

Como foi dito anteriormente, o espelhamento do pequeno no comportamento das pessoas em volta é algo frequente, principalmente seus familiares que convivem de forma mais presente e tem maior autoridade sobre elas.

Por isso, reforçamos a importância de dialogar com os pais e instruí-los para serem exemplos em casa. Não raramente, os pais passam por situações estressantes no dia-a-dia e acabam transmitindo ansiedade nas suas ações.

Falar alto ou de forma muito impulsiva ou hiperativa são exemplos de atitudes que devem ser evitadas para que o filho não absorva isso.

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2. Não faça o que ela quer para que fique mais quieta

Outra falha comum cometida pelos pais é a premiação pelo mau comportamento. Na tentativa de amenizar a falta de controle sobre o pequeno os familiares acabam presenteando o filho com algum tipo de doce ou pior, fazendo o que a criança quer só para ela ficar mais quieta.

Essa atitude também é um erro, o mais adequado é estabelecer limites de forma inteligente e contornar essas situações.

3. Se for oportuno, deixe ficar eufórica e agitada por alguns minutos

Os pequenos não conseguem ficar demasiado tempo concentrados e forçar sua aquietação pode não trazer resultados. Uma boa estratégia é deixá-la que pule e se mexa um pouco, isso pode fazê-la ficar mais centrada depois de alguns minutos.

É como se fosse um período de pausa e transição. Depois de se mexer um pouco, elas tendem a relaxar mais e a ficarem passivas com mais facilidade.

4. Dê algo para elas se distraírem

Se ainda assim a agitação continuar, precisamos tentar distraí-la para que foque em algo e se concentre.

Uma boa estratégia frequentemente usada em locais que necessitam de silêncio, como o caso de palestras ou ambientes religiosos, é deixar alguma atividade que seja feita de forma simples e que prenda a atenção.

Alguns exemplos comuns de atividades lúdicas que distraem são:

  • Desenhar no papel;
  • Origamis ou brinquedos que dão essa liberdade de mudar sua forma;
  • Massinha de modelar;
  • Tintas;
  • Vidro da calma, baseado no método montessoriano;
  • Uso de dispositivos eletrônicos com moderação (é importante ter uma relação saudável com a tecnologia).

5. Transmita calma

Se você estiver agitado, falando alto ou inquieto você vai estimular o mesmo comportamento. Por isso, quando você for tentar acalmá-la, acalme-se antes.

No dia a dia é muito comum que diante de tantas atividades nós adultos ficamos mais ansiosos, por isso a auto observação é essencial. Preste atenção em você antes de falar com o pequenino.

Fale olhando nos seus olhos, de forma mais pacífica, tranquila e pausada, tentando transmitir relaxamento com sua postura corporal.

6. Faça massagem e carinho em estágios de euforia intensa

Diante de uma crise ou um surto precisamos agir usando nosso físico para evitar que o menino(a) machuque a si mesma ou os colegas.

Uma dica é dar um abraço forte: passe os braços em torno dos seus ombros, segurando-a firme, mas sem machucar. Espere um pouco até que ele pare de se debater.

Então, massageie seus ombros, braços e costas, pressionando sempre com gentileza e muito cuidado. Se o pequenino permitir, ela pode deitar a cabeça em seu colo.

Acalme-se e use um tom de voz mais calmo e baixo até que a situação esteja totalmente sob controle – e, durante todo o tempo, converse com ela para que saiba que está segura.

Conclusão

Esperamos que as dicas tenham sido úteis, temos certeza que com determinação e prática é possível controlar melhor nossos futuros adultos.

Se você quiser saber mais sobre o tema não deixe de ler nosso artigo completo sobre Hiperatividade x Agitação: Como lidar com uma criança hiperativa.

Nesse artigo inclusive falamos mais sobre o TDAH, um transtorno cada vez mais comum nas escolas que exige dos professores e coordenação uma atenção maior. Não deixe de conferir!

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2 Comentários

  1. Avatar

    Boas dicas são sempre bem vindas na nossa missão de educar, principalmente se tratando de crianças. Devemos estar sempre buscando informações para uma base de qualidade. Obrigada!!!

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    1. Avatar

      Verdade Maria, a educação é uma tarefa cíclica e sempre deve ser renovada!

      Responder

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