Como trabalhar com crianças que possuem TDAH na escola?

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Lidar com TDAH na escola é um desafio. As notas são baixas, a adaptação ao ambiente escolar é difícil e o comportamento é desafiador. Esses são sinais de alerta, pois apontam características comuns de quem tem Transtorno de Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Mas também pode ser um importante aprendizado para os pais, professores e a própria criança. Quer saber como enfrentar esse tipo de transtorno na escola? Continue a leitura do post!

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O que é o TDAH?

Causa de dificuldade de aprendizado de natureza neurobiológica, o transtorno é uma condição mais comum durante a infância e a adolescência. Estudos indicam que ele ocorre em 5 a 10% das crianças, e  que pode prejudicar o rendimento escolar, especialmente em relação à leitura, à escrita e à matemática.

Esses alunos se distraem facilmente, têm dificuldade para se concentrar e prestar atenção à aula e quase nenhuma paciência para estudar ou fazer os deveres. Muito agitados, têm capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo — que, em geral, não apresentam nenhuma relação com a aula de que está participando.

Com isso, seu desempenho acadêmico fica prejudicado. Inicialmente, porém, ninguém sabe que eles são portadores do TDAH. O choque de realidade vem quando, no fim do semestre, todos percebem que essas crianças não acompanham os progressos da turma.

Crianças com a síndrome têm dificuldade para se adaptar ao ambiente da sala de aula. Isso é expresso em forma de comportamento pouco adequado para o universo escolar. Sem saber como administrar a situação, os responsáveis da escola convocam os pais para conversar.

Aluno preguiçoso

As limitações impostas pelo transtorno fazem o aluno ser visto simplesmente como bagunceiro ou preguiçoso — e, muitas vezes, tirá-lo da sala de aula é a maneira mais fácil de restabelecer a ordem. Por isso, se não for corretamente diagnosticado e tratado, pode atrapalhar o desenvolvimento escolar.

Nos meninos, predominam os sintomas de hiperatividade e é comum que levem o rótulo de indisciplinados. Afinal, não param quietos, movimentam-se o tempo todo e, ainda, tentam atrair os colegas para o seu universo.

Já as meninas costumam ser comportadas e quietas, mas estão sempre distraídas. Não participam das aulas, porque preferem se distrair com o caderno, rabiscar a carteira ou brincar com as canetas.

Nesse cenário, o diagnóstico nas meninas é mais difícil: o sinal de alerta vem da agitação e da inquietação típica dos meninos. Não à toa, ⅔ dos portadores são meninos, enquanto as meninas representam apenas ⅓ dos diagnosticados. Apesar disso, as dificuldades de aprendizado delas são as mesmas.

Como o TDAH na escola afeta o aprendizado?

Um dos sintomas recorrentes em crianças com TDAH é a dificuldade de prestar atenção. Concentrar-se e ser capaz de direcionar o raciocínio são capacidades que eles não têm. Em vez disso, pensam em várias coisas ao mesmo tempo e se distraem com elas. Para o professor, o aluno parece desinteressado.

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A causa disso é o fato de os sinais mais comuns serem a dificuldade para memorizar sequências e perceber detalhes, a reincidência nos erros e a desorganização constante. Com isso, esses alunos esquecem conteúdos, deixam-se levar por eventos paralelos e não se interessam pelo passo a passo de fórmulas nem pelos conceitos de assuntos monótonos.

Diferentemente de quem tem dificuldade de aprendizado, porém, crianças com o transtorno têm inteligência idêntica às que não apresentam o transtorno. Além disso, são bastante criativas. É importante, entretanto, que tenham chance de desenvolver suas capacidades.

Por isso, é vital que o diagnóstico ocorra o mais rápido possível. A partir dele, o tratamento deve envolver uma abordagem interdisciplinar: medicação, psicoterapia e intervenções nos atrasos de desenvolvimento. Nesse sentido, é importante que se adotem formas e meios pedagógicos para melhorar o engajamento do portador.

O que a escola pode fazer?

É importante ter em mente que, depois dos pais, quem mais convive com as crianças e os adolescentes são os professores e os demais profissionais da escola. Eles devem, então, estar atentos para comportamentos que se diferenciem nesse ambiente.

Além disso, a escola infantil deve participar do processo terapêutico de crianças com TDAH na escola. É importante que ela formule práticas e caminhos para facilitar e otimizar a absorção de conteúdos. Veja, a seguir, algumas formas de fazê-lo.

Ajudar a melhorar a concentração

Quando notar alterações, o professor pode adaptar a didática em sala de aula. Para melhorar a concentração do aluno, vale começar a aula com algum tipo de motivação, mudar o tom de voz para dar ênfase a pontos importantes do assunto, associar o tema a aplicações práticas, utilizar estímulos audiovisuais e similares.

Incluir a criança em exemplos

Outra ideia é incluir o aluno com o transtorno em exemplos. É fundamental que isso não cause constrangimento a ele. E mais: deve-se sempre respeitar a vontade do aluno. Se ele não quiser participar de atividades, não deve ser obrigado a fazê-lo.

Adaptar as avaliações

O professor pode variar as formas de avaliação para averiguar se o aluno absorveu o conteúdo. Além das provas objetivas, então, podem ser aplicados trabalhos, apresentações em sala, pesquisas de campo, debates e outros. As provas devem ser objetivas, curtas e sem pegadinhas, para que o aluno não se perca nos detalhes.

Dividir as atividades em blocos

Ficar concentrado por muito tempo é um grande desafio para crianças com TDAH na escola. Por isso, uma alternativa é dividir as atividades em blocos: com uma necessidade de concentração menor, há mais chances de sucesso para elas.

Oferecer apoio organizacional

Criar uma rotina que o aluno possa seguir diariamente funciona como um roteiro que pode ajudar em forma de lembrete. Assim, ele serve de apoio até mesmo para a família: os pais podem usá-lo para auxiliar a criança a fazer as tarefas, enquanto tira suas dúvidas e a motiva a terminá-las. Entre os passos a serem seguidos estão:

  • fazer as tarefas do dia;
  • anotar as dúvidas;
  • verificar as dificuldades;
  • estudar para as provas;
  • organizar o material.

Lidar com o TDAH na escola requer atenção e cuidado com as crianças que têm o transtorno. É preciso que os professores estejam atentos a todos os estudantes, principalmente os que não acompanham as atividades em sala de aula.

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3 Comentários



  1. Avatar

    Para as crianças com TDAH indico o livro infantil JOÃO AGITADÃO. O livro aborda de forma leve e divertida características do comportamento das crianças com TDAH. Contribui para ajudar a elevar a autoestima dessas crianças que costumam se identificar com o personagem.

    Responder

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