Demissão na escola: como enfrentar esse processo e o que aprender com ele?

Nenhum gestor acorda pronto para executar um processo de demissão. Comunicar um funcionário que ele precisará deixar a equipe e ainda explicar com clareza os motivos para essa decisão estão longe de serem tarefas fáceis. Na educação infantil a demissão na escola não é diferente.

Mas, se por um lado o incômodo dessa missão é praticamente unânime entre os gestores, por outro, a certeza de que esse é um desafio que terá que ser encarado em algum momento também é certeira em praticamente todos os empreendimentos.

Como lidar com a demissão na escola

O desafio é evidente porque o processo de desligamento de uma escola pode gerar várias consequências para o profissional, tanto na sua carreira, quanto na sua saúde emocional, até no seu sustento e de sua família. Por causa de toda essa carga, a conversa sobre a demissão na escola pode ser muito dolorosa. Nesse sentido, a comunicação deve ser equilibrada: ao mesmo tempo em que o gestor deve ter respeito e empatia pelo colaborador, ele não pode ser levado pelas emoções e nem passar insegurança em relação à decisão tomada.

O momento é delicado também porque a demissão de um funcionário vai refletir no bem-estar de todos os colaboradores que, inevitavelmente, pensarão sobre os porquês desse desligamento. Mas, a mensagem que precisa ser mais forte nesse momento é que as demissões podem ser necessárias, levando em consideração que a escola está preocupada com seus resultados e eficiência. Quando essa percepção de desejo pela excelência é clara na equipe, o risco de ter colaboradores amedrontados e desmotivados é menor.

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Motivos para a demissão na escola

Os motivos que podem levar um gestor escolar a demitir um professor ou outro funcionário da escola são diversos. Entre os mais comuns está a baixa produtividade desse funcionário. Em outras palavras, ele não está entregado aquilo que precisa, conforme metas e propostas definidas para a sua tarefa. No ambiente escolar isso pode ser percebido pela evolução das turmas que passam pelo professor, por exemplo.

Há, ainda, uma outra situação que é a incompatibilidade do colaborador com a cultura da escola. A situação em que um professor ou um coordenador defendem teorias educacionais divergentes da adotada pela instituição é um exemplo de incompatibilidade que pode ocasionar a demissão na escola. Não adiantará aquele profissional ser o melhor na alfabetização se ele não obedece a diretriz da instituição na forma de lidar com as crianças, por exemplo.

O funcionário também pode ser desligado por problemas de comportamento, como insubordinação ou por ser o responsável pelo ambiente negativo. Nesse caso, o desafio está em detectar a construção dessa negatividade do clima organizacional, pois nem sempre isso é fácil de ser percebido. Uma forma de ficar atento é não ignorar as reclamações dos colegas de trabalho sobre as atitudes de um mesmo colaborador.

Por fim, os motivos da demissão na escola ainda podem ser externos ao funcionário. Um exemplo é a necessidade de corte de custos ou a diminuição do número de alunos, o que pode levar ao fechamento de turmas, por exemplo.

Como demitir?

Para que a demissão de um funcionário aconteça sem maiores traumas e sem abrir brechas para um processo judicial, o gestor precisa ter em mente algumas etapas que devem ser cumpridas antes, durante e após a demissão. É preciso escolher o momento certo para fazer o comunicado. Deve-se pensar na rotina do funcionário e da equipe para não causar grandes transtornos ao funcionamento da escola naquele dia. A conversa deve ser privada, mas é recomendável a presença de um funcionário do RH.

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Durante a conversa, o gestor precisa ser direto e não ficar enrolando para comunicar a demissão. Ele precisa ser claro e apresentar os argumentos amparados por documentos, como folha de ponto e avaliações anteriores. É importante reconhecer os pontos positivos do funcionário, mas não é recomendado tecer muitos elogios para não o confundir em relação à decisão do desligamento.

Depois que o comunicado verbal tiver sido feito, é interessante que a situação seja formalizada por escrito, o que pode ser feito por meio de um e-mail, por exemplo. É preciso comunicar a equipe também: o gestor deve fazer isso depois que o funcionário foi desligado e sem a presença dele. O comunicado deve ser claro e reforçar a busca por excelência da escola, mas sem criar um clima de medo.

Já a conversa com os alunos deve ser mais cautelosa. As crianças não precisam saber e nem conseguiriam entender os motivos da demissão de um professor, por exemplo. Se o desligamento acontecer no meio do período escolar será necessário contar a elas. Nesse caso é importante acolher o sentimento de tristeza das crianças que não gostarem da notícia, mas reforçar os lados positivos da mudança, incentivando-as a participarem das boas-vindas da próxima professora.

É importante que a escola também exclua os acessos do colaborador ao ambiente de trabalho e às informações internas, recolhendo chaves e excluindo seu contato de grupos de Whatsapp e de e-mails.

O que você pode aprender com uma demissão?

A demissão de um funcionário faz parte da rotina de qualquer empresa, mas esse não pode ser um processo recorrente. Após o desligamento de um colaborador é preciso pensar sobre o que essa situação pode ensinar à gestão. Para além de problemas específicos daquele funcionário, a demissão pode refletir falhas em processos internos, como recrutamento, capacitação e avaliação periódica dos funcionários e desenvolvimento de ações para a construção de um clima organizacional positivo.

Veja algumas dicas para evitar a demissão na escola:

1 – Contrate bem

Boa parte das demissões têm motivos originados no momento da contratação. A verdade é que se demite muito porque não se contrata bem. O processo de recrutamento de uma escola infantil deve ser muito cauteloso, afinal estamos falando de formação de crianças. Você pode encontrar dicas sobre esse processo de contratação no nosso artigo “Guia completo: como contratar professor de educação infantil”.

Entre as dicas mais importantes para se contratar um bom profissional é: vá além das competências técnicas. É claro que um bom currículo faz toda a diferença, mas é preciso avaliar comportamentos, perfil e adesão à cultura da escola.

2 – Comunique valores

Os colaboradores não chegam prontos à sua escola. Se você quer um profissional alinhado às diretrizes da instituição e que vista a camisa da escola, então precisará formá-lo. Invista em momentos de capacitação, entregue a ele materiais adicionais de estudo e crie momentos mais descontraídos de troca de experiência e compartilhamento. Em todos esses momentos o gestor comunicará os valores da escola e convidará a equipe a fazer parte e construir um ambiente de trabalho produtivo e saudável.

3 – Avalie sempre

O ideal é que uma demissão nunca seja uma surpresa para o colaborador. Para isso, a escola deve investir nos famosos “feedbacks”. É preciso que o gestor estabeleça metas claras sobre o que a escola espera daquele funcionário e, periodicamente, submeta-o a avaliações formais ou informais. Isso não pode ser encarado como cobrança, mas como um processo natural de auxílio ao aprimoramento do colaborador. Isso pode ajudá-lo a ser mais produtivo e a corrigir erros, evitando a demissão.

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