Educação infantil a distância: isso é possível mesmo?

O fechamento das escolas por causa da pandemia do Coronavírus trouxe um desafio para a educação infantil: como manter as aulas a distância? O meio digital é, hoje, a principal forma de se fazer isso, mas essa não é uma adaptação tão simples porque se trata de crianças pequenas. 

Existem dificuldades relacionadas à exposição das telas e inadequações em relação ao formato do ensino, que é baseado na interação com o outro e no acompanhamento do desenvolvimento da criança. Nesse momento é de suma importância a parceria entre escola e família, porque o auxílio dos pais é essencial nessa modalidade para educação infantil. 

Durante a pandemia, algumas organizações ligadas à educação se posicionaram contra o ensino infantil a distância, mas diversos outros especialistas e escolas defendem uma adaptação desse ensino. A ideia é que sejam consideradas as especificidades das crianças e elaborada uma proposta de educação a distância segura e produtiva para minimizar as perdas desse longo período de isolamento.

Saber o que prevê a legislação, as discussões em torno do tema e as possibilidades para a educação infantil nesse período é essencial para que as escolas elaborem suas estratégias. Confira tudo isso neste artigo!

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O que diz a lei?

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o ensino fundamental deve ser presencial. Portanto, a legislação não permite aulas a distância da educação infantil até o 9º ano. Mas, no contexto do isolamento social, essa modalidade de ensino é a única opção para manutenção das aulas e, por isso, foi incorporada, tanto pelas escolas particulares, quanto pela rede pública.

Na rede privada boa parte das instituições passou a oferecer plataformas online para a interação entre professores e alunos, além de envio de atividades para serem realizadas no meio digital como os Pets – Planos de Estudos Tutorados – uma página na internet com conteúdos e atividades para fazer em casa . Na rede pública, estados e municípios adotaram aulas pela TV aberta e o envio de kits pedagógicos impressos. 

É importante lembrar que o governo federal autorizou uma mudança na legislação, isentando as instituições de ensino de cumprirem o mínimo de 200 dias letivos. Mas, ainda assim, manteve a carga horária prevista em lei de 800 horas, que deve ser cumprida durante todo o ano. 

Educação infantil a distância: prós e contras

O debate sobre a adequação do ensino infantil ao meio digital foi acirrado nos últimos meses. Entre os que criticam o formato os argumentos estão ancorados, principalmente, nas especificidades da infância, o que impede a livre utilização dos recursos e ferramentas digitais.

Há, por exemplo, a recomendação da  Sociedade Brasileira de Pediatria sobre tempo de exposição das crianças às telas de aparelhos digitais. De acordo com o documento elaborado pela organização, Menos Telas Mais Saúde, crianças com menos de 2 anos não devem ser expostas aos dispositivos e aquelas com 2 a 5 anos devem ter o contato com as telas limitado a até uma hora por dia.

Outro argumento é relativo ao formato do ensino infantil, que é baseado na interação da criança com o outro, experimentações e brincadeiras. No digital isso é muito mais difícil e é preciso cuidado para não sobrecarregar as crianças com atividades, nem impor metas, tendo em vista que a avaliação nessa fase não tem a intenção de reter o aluno.

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Na outra ponta estão os especialistas que acreditam que esses pontos devem ser considerados com muita atenção, mas não devem impedir a educação infantil a distância. Eles acreditam que, se respeitadas as orientações de saúde e o princípio da educação infantil, o meio digital pode ser muito útil para o ensino de crianças pequenas nesse período de isolamento social.

A defesa é de que as aulas online ajudam as crianças a manter a rotina de aprendizado e o vínculo com a escola, o professor e os colegas. Além disso, a proposta de atividades simples podem ajudar no desenvolvimento das crianças e a minimizar o impacto da perda de tantos meses no ano letivo.

Impactos para professores, alunos e famílias

É importante ter em mente que as aulas a distância, por mais criativas e bem-feitas que sejam, não vão substituir as aulas presenciais. Na educação infantil é essencial a convivência das crianças com o professor e os colegas, assim como o contato físico com os diferentes materiais e realização de atividades que estimulam o desenvolvimento motor.

Por isso, é importante que a escola, os professores e as famílias alinhem suas expectativas, entendendo que esse é um momento atípico e que o processo de aprendizado está alterado. Por outro lado, as possibilidades oferecidas pelo meio digital devem ser aproveitadas ao máximo para que esse impacto seja menor.

É primordial que a escola forneça estrutura e ferramentas para que os professores trabalhem nesse novo formato. Além disso, as instituições de ensino precisam cuidar da saúde emocional dos educadores, pois muitos não se sentem preparados para esse momento e podem enfrentar diversos quadros de sofrimentos.

Por fim, é de suma importância que a escola e a família estejam alinhadas. O papel dos pais ou responsáveis nesse momento é de facilitadores do processo de educação dos filhos. A escola, por sua vez, precisa se planejar considerando que as rotinas das famílias também estão alteradas e, por isso, não pode exagerar na quantidade de atividades propostas.

Educação infantil a distância seguro e proveitoso

Escolher os elementos certos para criar um projeto de educação infantil a distância segura e proveitosa não é uma tarefa fácil. Mas há alguns princípios básicos que podem ajudar sua escola na hora de fazer o planejamento. Confira:

Comece pequeno

O ensino infantil a distância é uma novidade para todos, então não há motivos para tentar fazer coisas grandiosas agora. A preocupação é em minimizar impactos negativos, então comece pequeno. Programe atividades simples, mas com muito impacto para o aprendizado e não se preocupe em manter as crianças sempre ocupadas, nem envie um número exagerado de atividades.

Invista na proximidade

O convívio com o professor e os colegas é essencial na educação infantil. Então, incentive esses momentos no meio digital, promovendo espaços para as crianças conversarem e se verem. O professor também pode aproveitar esses espaços para simplesmente conversar com as crianças, perguntar sobre o dia delas e ouvir o que elas tiverem para falar.

Cuide do professor

A responsabilidade de fornecer um ensino relevante no ambiente digital não é só do professor, mas também da escola. É importante que a instituição de ensino forneça as condições e ferramentas necessárias para que o educador trabalhe, assim como o ajude a adaptar esse ensino para o novo formato. Cuidar da quantidade de horas trabalhadas também é essencial para que o professor não fique 100% à disposição e comprometa sua saúde mental.

Se prepare para o digital

A pandemia mostrou que o digital é cada vez mais necessário para todos os setores e na educação infantil não é diferente. As escolas precisam se preparar para essa realidade e, para ajudá-las, a AIX Sistemas criou a campanha Educação Infantil Mais Forte. Ela  vai selecionar escolas para utilizarem as funcionalidades do sistema de gestão WGiz e o app de comunicação entre escola e família Extraclasse gratuitamente por seis meses.

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