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Escuta, fala, pensamento e imaginação: como estimular os campos de experiência na educação infantil?

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Gestão pedagógica atualizada

A Base Nacional Comum Curricular é um tema bastante recorrente na educação brasileira, gerando diversas dúvidas sobre o seu conteúdo e aplicabilidade nas escolas infantis. Um dos assuntos que ainda causam confusão nos gestores escolares são os campos de experiência.

Embora nós já tenhamos desenvolvido alguns artigos que explicam o que são os campos da BNCC e como aplicá-los na sua escola — aproveite para realizar uma leitura complementar! —, um dos campos que traz propostas diferentes e, por consequência, maiores desafios no dia a dia dos professores é o da escuta, fala, pensamento e imaginação.

Se você quer conhecer mais sobre ele e encontrar diversas informações de como aplicá-lo de forma efetiva na sua escola, continue a leitura deste artigo!

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O que são os campos de experiência?

Desenvolvidos pela BNCC, os campos de experiência montam uma base estrutural pedagógica que apresenta diretrizes para as escolas infantis, facilitando a orientação do aprendizado do aluno.

Nesse sentido, eles alteram a lógica da proposta pedagógica, evitando a construção de um currículo voltado para as disciplinas e o conhecimento técnico e, então, focam na experiência da criança, trazendo à tona o modo que ela enxerga a sua vida e o mundo.

Ao agir criativamente e produzir cultura, o aluno deixa de ser receptor de informações e se torna protagonista do seu aprendizado, sendo auxiliado e estimulado por um ensino de qualidade que trabalhe, então, a escuta, fala, pensamento e imaginação e os outros quatro campos de experiência.

Em resumo, as atividades pedagógicas da educação infantil devem seguir diretrizes curriculares que coloquem em foco as experiências dos alunos propostas pelos campos, relacionando-os com os saberes e conhecimentos técnicos que devem ser desenvolvidos nessa etapa do processo de ensino-aprendizagem.

O que é escuta, fala, pensamento e imaginação na educação infantil?

Conforme mencionado, essas quatro habilidades compõem um dos campos de experiência propostos pela BNCC. Tendo em mente a educação enquanto formação humana, esse campo promove vivências diferenciadas nas salas de aula, em que os alunos têm a possibilidade de interagir de diversas formas, estimulando a cultura oral e construindo ativamente sua postura enquanto sujeito singular.

Nesse sentido, o campo direciona o foco de atuação da educação infantil, ampliando as formas de comunicação da criança, bem como favorecendo o desenvolvimento e a consolidação da imaginação e do pensamento abstrato e crítico.

Com isso, por meio de diversas atividades que priorizam o lúdico, as crianças desenvolvem habilidades que potencializam sua compreensão de práticas cotidianas e seus diferentes significados, como a alfabetização, envolvendo a fala, a escrita e a leitura.

 

Ainda, é importante ter em mente que ao longo da educação infantil, as crianças devem adquirir aprendizagens mínimas e básicas para garantir um bom desenvolvimento e uma transição satisfatória entre o ensino básico para o ensino fundamental.

Justamente por isso, o documento apresenta alguns pontos importantes que devem ser priorizados nas atividades do campo da escuta, fala, pensamento e imaginação, para que a criança desenvolva as habilidades mínimas. São eles:

  • dar espaço para o aluno expressar suas ideias, sentimentos e desejos diante das vivências experimentadas, podendo ser por meio da linguagem oral e escrita, assim como por desenhos, colagens, fotos, músicas e jogos simbólicos;
  • permitir a escolha de livros e textos de diferentes gêneros para leitura própria ou de um terceiro (colega, professor ou família);
  • estimular a identificação de palavras conhecidas e desconhecidas durante a leitura;
  • incentivar oralmente o relato de fatos ou histórias, priorizando a sequência temporal e causal;
  • despertar o interesse da criança por ouvir, compreender, criar, contar e recontar narrativas que fazem parte do seu contexto.

Como estimulá-lo?

Até agora, você pode perceber a importância desse campo de experiência para garantir um bom aprendizado para a criança, não é mesmo? Afinal, é por meio de atividades que priorizam a expressão de ideias, a argumentação, o relato temporal e o desenvolvimento de diferentes linguagens que a criança é imersa na cultura escrita e oral, estimulando e ampliando sua imaginação e formas de pensar e conhecer o mundo.

 

Para que esse processo seja proveitoso, tanto para o aluno quanto para a escola, o ponto de partida das atividades deve ser o conhecimento prévio dos alunos e suas curiosidades sobre o mundo.

Como atrair alunos

Com isso, você motiva as crianças a se manterem sempre ativas nas atividades, além de facilitar a sua compreensão de um novo conteúdo e de si mesmas, criando um propósito educativo.

Produzir histórias orais e escritas

As histórias estão presentes na vida de todas as pessoas. Ao ler um livro, ao assistir a um filme ou desenvolver um cenário mental, todos nós entramos e criamos diferentes narrativas que apresentam algum significado pessoal.

Incentivar as crianças a criarem suas próprias histórias, não só trabalha o desenvolvimento da sua imaginação, como também atua diretamente na criatividade, consolidação do pensamento abstrato e formação da linguagem.

E mais, para motivar os alunos a escreverem e contarem suas narrativas, o professor pode — e deve — propor a construção de histórias voltadas aos seus contextos sociais ou algum ponto de interesse em comum da turma, como animais e desenhos animados.

Lançar mãos de livros para colorir

Os livros de colorir atuam de forma bastante lúdica na estimulação da criatividade, improvisação e espontaneidade das crianças, bem como na compreensão de limites e no reconhecimento de diferentes tonalidades.

Uma boa forma de aprofundar essa atividade, é optar por livros que apresentem personagens temáticos em que as crianças podem criar diferentes histórias enquanto pintam, para potencializar sua aprendizagem desse campo de experiência.

Utilizar jogos online

A implementação da tecnologia na educação infantil é algo que já está acontecendo, tendo em vista a facilidade que ela traz e a grande motivação que gera nos alunos. Lançar mão de jogos eletrônicos educativos que trazem a atenção das crianças pode ser a alternativa ideal para trabalhar diversos temas educacionais.

Por exemplo, se em uma das aulas o objetivo é aprender sobre a construção de palavras, o professor pode trabalhar em sala de aula um jogo de caça-palavras online, prendendo a atenção da criança ao mesmo tempo que incentiva a sua participação e consolida seu aprendizado.

Incentivar o trabalho em grupo

O trabalho em equipe desenvolve diversas habilidades sociais e cognitivas, diretamente atreladas à escuta, fala, pensamento e imaginação. As crianças, ao estabelecerem relações uma com as outras, desenvolvem a sua linguagem e afetividade, transitando em criações e fantasias que compõem o mundo infantil.

Além disso, você pode utilizar momentos de trabalho em grupo para trabalhar temas pertinentes da infância, como a família e sua formação de vínculos. Assim, você estimula o compartilhamento de experiências que possibilitam um espaço de criação e partilha, melhorando a expressividade dos alunos.

Escutar e cantar músicas conhecidas

As músicas, assim como a leitura, estão constantemente presentes na vida do ser humano. Então, por que não utilizá-las dentro da sala de aula para desenvolver as habilidades de compreensão, interpretação, leitura e fala?

Uma excelente forma para tal é trabalhar músicas infantis já conhecidas, fazendo com que os alunos cantem junto e se sintam contemplados pela atividade, potencializando seu engajamento e aprendizagem.

Brincar com imitações

Esse jogo é muito divertido e cativante para as crianças mais novas, entre cinco e sete anos. Ao incentivar a imitação de bichos, pessoas e objetos conhecidos, você estimula o desenvolvimento da criatividade, assim como do pensamento e memória — para se lembrar dos gestos, atitudes sons e comportamentos durante as representações.

Ainda, é possível colocar o elemento da adivinhação para engajar os alunos, potencializando a comunicação verbal e não verbal e melhorando a expressão corporal da criança.

Trabalhar com os campos de experiência e, sobretudo, o da escuta, fala, pensamento e imaginação não precisa ser um desafio. Utilizando diferentes atividades lúdicas que compõem o aprendizado previsto pelo Projeto Político Pedagógico e contemplando as habilidades propostas pelo BNCC, você mantém as crianças e os professores motivados e abertos para o processo de ensino-aprendizagem satisfatório.

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