Gestão escolar: 10 dicas de ouro para o sucesso da sua escola infantil

Prepare uma xícara de café porque vamos falar sobre gestão escolar. A leitura será longa e exigirá reflexão, mas, no fim, prometemos que você terá ideias frescas e práticas renovadas!

Enquanto dono ou diretor, você deve saber que uma escola infantil demanda muito mais do que vontade de fazer dar certo. Manter uma boa comunicação com os pais dos alunos, gerenciar a eficiência das equipes e controlar o orçamento são tarefas desafiadoras que exigem habilidades administrativas, conhecimentos atualizados de Pedagogia e visão integrada.

Como concretizar tudo isso na prática? Com a gestão escolar.

Você sente que passa o dia “apagando incêndios”? Que está sempre atrasado em relação às demandas e que não progride no alcance dos objetivos de grande impacto? Então este artigo é para você. Aqui, você terá a oportunidade de conferir 10 dicas que vão levá-lo a uma gestão escolar mais eficiente e bem-sucedida.

Vamos juntos!

Qual é a importância da gestão escolar para o sucesso da escola?

Uma escola infantil é uma entidade complexa da qual fazem parte pais, alunos, professores e colaboradores; cada um com seus interesses, dificuldades e expectativas. Garantir que todos esses pilares cooperem e mantenham-se focados na aprendizagem é tarefa da gestão escolar.

Assim, o diretor pedagógico passa os dias buscando alternativas e soluções para manter todos os elos e dá a eles um sentido de propósito, de objetivo a ser alcançado. Se a gestão não existisse no contexto escolar, cada um desses elementos operaria da forma isolada, sem a noção de um todo.

É por isso que a gestão escolar é fundamental na manutenção do ambiente educacional. Ela garante que tudo funcione de maneira integrada e coordenada, que expectativas sejam atendidas e gargalos sanados.

Com ela, os processos e fluxos são simplificados e sistematizados, os custos são reduzidos, as informações de importância estratégica são compiladas e organizadas e o desempenho dos corpos docente e discente é analisado.

Além do mais, quando a gestão escolar é eficiente, é possível antever problemas e gerar soluções com mais rapidez, pois o nível de controle sobre as variáveis aumenta, permitindo que as potenciais causas sejam rapidamente mapeadas e sanadas.

Tudo isso resulta em captação de alunos e redução dos índices de evasão!

Como ter uma boa gestão escolar?

A gestão escolar, para ser eficiente, deve engajar várias frentes de ação. Ela é composta por diferentes elementos, que precisam funcionar de forma integrada, já que o sucesso de um depende da performance do outro.

É claro que a estrutura física e a organização do ambiente influenciam, mas o alinhamento entre equipe de apoio, professores e gestores é indispensável para entregar boas oportunidades de aprendizagem e uma experiência significativa aos alunos.

Sabemos que não há um único caminho viável; cada escola tem um diferencial e a gestão deve refletir essas particularidades. Cabe destacar, contudo, que uma gestão verdadeiramente eficaz combina os seguintes aspectos de atuação:

  • pedagógico;
  • administrativo;
  • automatização de processos;
  • foco em resultados;
  • bom relacionamento com a família e a comunidade.

Vamos começar nossa lista de dicas e ideias, portanto, pelo planejamento anual. Sem um planejamento escolar não há um direcionamento, não há parâmetros para mensurar resultados.

1. Elabore um planejamento anual

Tenha em mente que o planejamento anual pode ser feito ou revisado em qualquer momento. Porém, recomendamos que seja elaborado no início do ano letivo. Assim, ao fim desse período, você terá uma noção clara do que funcionou, do que precisa ser mantido, otimizado ou descartado.

O planejamento escolar eficiente consiste da definição de objetivos de longo, médio e curto prazo, bem como de metas e estratégias para chegar até eles.

Aumentar em 20% o número de matrículas? Reformar salas de aula? Investir em formação continuada para o corpo docente? Ampliar espaços e áreas comuns? Todos esses são exemplos de objetivos a serem conquistados.

Os caminhos para chegar até eles serão as suas estratégias. Aumentar o percentual de matrículas, por exemplo, demandará que você garanta um diferencial e saiba comunicá-lo ao seu público-alvo em uma campanha de marketing digital, por exemplo, ou pela ampliação de sua presença na comunidade.

Tudo isso deve ser pensado e planejado a cada ano, tomando como base os sucessos e insucessos dos planejamentos anteriores.

Aprendendo com os erros

Aprender com erros cometidos no passado é essencial para que sua escola evolua. Erros são ótimos professores, então tudo que você precisa fazer é manter um controle sobre as estratégias e ações anteriores, identificando o que surtiu o efeito desejado e o que não surtiu.

Você ampliou espaços que não fizeram diferença alguma para o cotidiano e aprendizagem dos alunos? Incorporou decorações e recursos que foram irrelevantes para eles? Revise o que deu errado e aprenda a fazer diferente.

2. Mantenha o foco no aluno

A experiência do aluno no ambiente escolar deve ser o foco de suas ações e iniciativas. Proporcionar uma boa vivência vai garantir um diferencial, além de manter os pais encantados e incentivar a divulgação boca a boca de sua escola.

Para isso, é preciso ter conhecimentos aprofundados de Pedagogia, estar sempre em busca de novas abordagens, manter um canal de comunicação desobstruído com os professores e prezar por uma boa relação com a família dos alunos.

Entenda a Pedagogia como a alma de sua escola; é ela que dá sentido à gestão. Portanto, mesmo sendo formado na área, é indispensável manter-se atualizado sobre como o campo está evoluindo, o que tem sido estudado e descoberto, enfim, quais são as principais tendências.

Tão relevante quanto conhecer a Pedagogia na teoria, é estar próximo do professor e vê-la na prática. Os educadores são basicamente o elo entre a gestão e os alunos da escola, portanto, conhecer suas propostas e ideias, suas dores e desafios significa estar próximo das crianças e da sala de aula.

Ter foco no aluno é buscar uma educação humanizada, que propicie o desenvolvimento não apenas do aparato cognitivo, mas também do emocional, do social e do motor.

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em seu artigo 22, é tarefa da escola “[…] desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.

É na infância que as bases para o aprendizado e para a personalidade são solidificadas, portanto, a atuação da escola infantil é estratégica na formação de jovens protagonistas, críticos e atuantes na melhoria da sociedade.

3. Tenha uma visão integrada

Ter uma visão integrada significa enxergar a escola como um organismo vivo, que depende da manutenção de suas diferentes partes para se manter saudável e relevante. Matrículas, rematrículas, controle do número de alunos por sala; tudo está interligado em uma escola cuja gestão é global.

Esse tipo de abordagem fomenta o bom relacionamento entre as equipes, trabalhando para que os processos fluam de maneira contínua e sem empecilhos. Quando há inadimplência, por exemplo, a gestão investiga as raízes do problema e procura soluções holísticas, ou seja, que passem pela integração entre as equipes e dependam da fluidez de procedimentos e ações preventivas.

4. Opte por uma gestão automatizada

A automatização da gestão é uma tendência na educação, do Ensino Básico ao Superior. Isso porque, cada vez mais, percebe-se o potencial dos softwares para manter a saúde escolar, transformar dados em informações estratégicas, gerar relatórios precisos e, assim, embasar as decisões dos diretores.

Entenda que a automatização não substitui a atuação humana, que continua sendo a principal responsável pela direção e coordenação escolar. Na verdade, ela atua como um complemento facilitador, identificando e eliminando gargalos burocráticos e permitindo que gestores, professores e orientadores foquem no que mais importa: os alunos.

Hoje, uma gestão automatizada representa uma vantagem competitiva!

Sua adoção aumentará a eficiência e agilidade dos processos internos, eliminando custos desnecessários e evitando desperdícios. Muitas escolas também percebem esse suporte como essencial na hora de monitorar o desempenho discente e de aferir a satisfação do público-alvo da escola.

5. Desenvolva uma boa comunicação com a equipe

Manter canais de comunicação abertos com a equipe é fundamental para que todos os obstáculos sejam superados antes de tornarem-se bolas de neve.

Fazer uma gestão mais democrática, trazendo professores e coordenadoria para a tomada de decisão, resulta em inovação e em soluções criativas. Lembre-se de que a equipe sempre pode fornecer novas abordagens para quaisquer desafios de aprendizagem que surgirem.

São os professores, por exemplo, que executam a educação, que transformam séculos de teoria pedagógica em prática dia após dia. Portanto, valorizar sua perspectiva e contribuição garantirá o crescimento da escola, bem como seu posicionamento focado no desenvolvimento humano.

Qualquer processo escolar deve ser colaborativo, além de coerente.

6. Invista no alinhamento da escola com novas tecnologias de apoio

É importante que a escola esteja também atenta aos avanços da tecnologia e dos recursos educativos e saiba como utilizá-los para potencializar a aprendizagem. Os softwares de gestão escolar são uma alternativa nesse quesito, pois facilitam uma série de atividades — como emissão de boletos e manutenção de históricos escolares —, mas existem diversas formas de incorporar os avanços tecnológicos ao cotidiano dos alunos.

É preciso ter em mente as características das gerações que estão na Educação Infantil hoje: os nativos digitais (nascidos até 2010) e os alpha (nascidos após 2010). Ambos estão crescendo e se desenvolvendo em um mundo conectado e digitalizado, no qual as realidades virtual e aumentada confundem-se com a vida off-line.

É preciso levar isso em conta na hora de educá-los. Desde a mais tenra idade, as crianças têm contato com telas de tablets e smartphones, então incluir essa tendência na prática educativa significa estar em sintonia com as necessidades das novas gerações. A tecnologia, no entanto, deve ser empregada como um recurso e não como um objetivo em si.

Por exemplo, as crianças podem aprender sobre cores e formatos com um tablet, mas não se deve estimular o uso da ferramenta sem um propósito claro. O tablet é somente um facilitador, jamais um destino.

Tão essencial quanto saber utilizar a tecnologia, portanto, é entender o porquê de utilizá-la, tornando-se crítico e consciente em relação a ela. Nesse sentido, os próprios professores devem receber treinamento para saber incorporá-la às suas práticas.

7. Construa um bom relacionamento com pais e mães de alunos

É fundamental também que a escola acolha os pais dos alunos. A presença dos pais no cotidiano escolar é um dos principais estímulos que uma criança pode ter.

Quando há um acompanhamento familiar próximo, o aluno interessa-se mais pelo aprendizado e se dedica a ele com mais confiança. Normalmente, as escolas delegam essa responsabilidade para a família. No entanto, é importante que os gestores façam essa ponte e convidem os pais a visitar a escola e a interagir com os pequenos em diferentes ocasiões.

Para garantir esse acompanhamento, é importante abandonar aquela ideia de que os pais visitam a escola somente quando há reunião; convide-os por meio de canais distintos, como grupos no Facebook, WhatsApp etc. Apresente os trabalhos das crianças nos eventos e faça de cada encontro um terreno fértil para troca de ideias e diálogo.

Se a escola quiser ser um ambiente receptivo para os alunos, deve sê-lo para os pais também.

8. Conte com um software específico

Um software de gestão escolar não vai apenas facilitar o trabalho de toda a equipe. Ele vai fazer com que o funcionamento da escola seja mais orgânico e coordenado, sistematizando detalhes como cobrança dos inadimplentes, descontos nas mensalidades, elaboração do orçamento anual e relatórios de performance financeira.

Ele será o grande viabilizador do dia a dia de sua escola. Sabe aquelas diferentes planilhas e dispositivos de organização orçamentária? Um software de gestão escolar concentrará todas as informações em um lugar só, simplificando o trabalho.

Por fim, esse mecanismo traz o seguinte benefício: ele facilitará a mensuração de suas ações, investimentos e resultados. Com ele, ao fim do ano, você poderá mapear toda sua trajetória, isolando os bons indicadores dos ruins, e buscando otimizar seu planejamento.

9. Estabeleça um diálogo com a comunidade

Além de contar com um software, elaborar um planejamento no início do ano, optar por uma gestão automatizada e por uma administração democrática, é importante para qualquer diretor manter-se atualizado sobre o que acontece na comunidade e no mundo.

Só assim é possível galgar uma visão global da escola, percebê-la como parte de um sistema muito maior. Com essa postura, você pode perceber também demandas latentes na educação infantil, como valores e princípios a serem trabalhados, e enxergar oportunidades onde antes via apenas barreiras.

Esteja aberto a sugestões de pais e lideranças locais, busque integrar a escola à realidade fora de seus muros.

10. Crie uma rede de trocas com outros diretores

Uma interessante maneira de se manter atualizado e encontrar soluções para desafios variados é manter uma rede de troca de experiências com outros diretores.

Crie um grupo que esteja disposto a dialogar sobre os desafios da educação contemporânea e a compartilhar experiências e soluções. Muito da atualização necessária para gerir uma escola vem dessa interação com profissionais que enfrentam os mesmos desafios que você.

Troque também sugestões de leitura e fontes de pesquisa. Exemplos de áreas do conhecimento humano que auxiliam na hora de projetar soluções e estruturar o contexto escolar são: Antropologia; Psicologia; e Sociologia. Então, estabeleça diálogos com esses campos.

Esteja também sempre atento aos cursos sugeridos e oferecidos pelo Ministério da Educação (MEC)!

Como injetar inovação e criatividade na gestão?

Vamos refletir: o que significa ser criativo e inovador no contexto da gestão de uma escola infantil?

Todas as dicas que mencionamos até aqui levarão sua escola a tornar-se mais eficiente e integrada. Mas o que fazer para ir além, para injetar criatividade e inovação em seu trajeto anual?

Bem, oferecer oportunidades e vivências que, normalmente, os alunos não encontrariam em outro local. Para isso, é preciso conhecer profundamente os processos cognitivos da faixa etária de seu público-alvo, organizando depois o espaço, os recursos e o tempo de forma a potencializar o percurso desse aluno.

No que diz respeito à educação infantil, há algumas correntes pedagógicas que são referência e que todo diretor deveria conhecer. Sua escola não precisa segui-las, mas refletir sobre seus princípios certamente ampliará sua concepção de educação e de infância.

Você já ouviu falar sobre Maria Montessori e Rudolf Steiner? Ambos são referências na área da Pedagogia, pois deixaram uma contribuição imensa para a educação, especialmente a infantil.

Maria Montessori, por exemplo, foi uma educadora e médica italiana que percebeu, por meio de métodos científicos de observação sistemática, como as crianças constroem o conhecimento. Seu método é globalmente famoso por estimular o pensamento crítico e a autonomia nos alunos.

Montessori deixou um vasto legado de teorias e recursos que podem inspirar a educação em qualquer instância, ainda que sua escola não se identifique como montessoriana. Entre os pilares de sua metodologia, estão princípios benéficos que podem ser aplicados a qualquer contexto, como criança equilibrada, autoeducação, ambiente e professores preparados.

Ela percebeu, por exemplo, que as mãos são importantes aceleradores da aprendizagem, e que quando o sentido do tato é ativado, há um aproveitamento maior dos materiais lúdicos utilizados na educação infantil.

O tato, portanto, é um dos principais métodos de aquisição de informações e descobertas para uma criança. Tocar em objetos, sentir diferentes pesos e texturas, por exemplo, é a base dessa metodologia, cuja eficácia já foi comprovada por inúmeros estudos.

Toda prática defendida por Montessori buscava dar à criança autonomia para que aprendesse a partir dos próprios interesses e ritmo.

Já o filósofo suíço Rudolf Steiner criou uma vertente pedagógica chamada antroposofia, a partir da qual foi projetada a metodologia Waldorf. Nessa abordagem, a educação é vista como um fenômeno holístico, no qual o desenvolvimento motor, artístico, social e emocional é tão importante quanto o cognitivo e intelectual.

Cada aluno é visto com um ser único e, portanto, singular em sua trajetória de aprendizado. Como na pedagogia montessoriana, a personalização é valorizada sobre a padronização.

Nas escolas que seguem a metodologia Waldorf, o “sentir” e o “imaginar” são valorizados, assim como o “pensar” e o “aprender”. Há iniciativas como teatro, contação de estórias, artesanato, momentos musicais, interações com a natureza, esportes; enfim, essas competências são desenvolvidas paralelamente.

O objetivo? Educar crianças e jovens criativos e equilibrados, maduros para enxergar o mundo em sua complexidade e criar soluções para os gargalos cotidianos.

Ambas as metodologias foram revolucionárias para a época em que foram elaboradas e publicadas — início do século 20 — e continuam sendo. Seu diferencial foi focar na individualidade da criança, respeitando suas necessidades e buscando maneiras de semear a autonomia, a autoconfiança e a criatividade.

Há vários aspectos das teorias educativas de Montessori e Steiner que podem inspirar sua prática e alçar sua escola a um novo patamar de excelência, ainda mais se você conseguir fazer com que as práticas dialoguem com a tecnologia disponível atualmente.

O que podemos concluir com tudo isso?

Estamos chegando ao fim deste artigo. Aqui, buscamos apresentar vários aspectos da gestão escolar, focando nas ações e estratégias válidas para a educação infantil.

Como você pôde ver, a gestão é um elemento determinante para o sucesso da escola. Com ela, todos os processos e equipes passam a ser vistos como integrados, custos são reduzidos, processos otimizados e soluções sistematizadas.

Sabemos, no entanto, que o dia a dia da educação costuma ser tão atribulado que, muitas vezes, pensar em gestão escolar e planejamento acaba ficando em segundo plano. Por esse motivo, elencamos 10 dicas e ideias para que você transforme sua gestão em um fator de sucesso para sua escola.

Elaborar um planejamento no início do ano letivo, manter o foco no aluno e uma visão global da escola, optar por uma gestão automatizada, manter uma boa comunicação com a equipe e incorporar a tecnologia às metodologias de ensino, contar com um software específico e criar uma rede de compartilhamento de experiências são sugestões que podem serem implementadas aos poucos, de forma orgânica e condizente com o contexto de sua escola.

Trouxemos destaque também para a relação entre a família e a educação, bem como para a importância de abordagens de ensino mais humanizadas e inspiradas nas melhores práticas pedagógicas existentes.

Se nossas reflexões e dicas valeram o seu tempo, aproveite para conhecer um software que vai descomplicar a gestão de sua escola infantil!