Como lidar com a indisciplina na escola?

A indisciplina na escola é um grande desafio para os professores dentro e fora de sala de aula. Conquistar o respeito dos alunos, promover aulas interessantes e proporcionar momentos descontraídos parece ser o ponto chave para resolver o problema.

No entanto, essas técnicas, embora possam ser práticas e eficazes, funcionam de maneira processual e envolvem grandes mudanças na estrutura escolar e na metodologia do professor.

Para facilitar o seu trabalho com a desobediência escolar, separamos as melhores dicas para você implementar e garantir um processo de ensino-aprendizagem efetivo e de qualidade. Continue lendo!

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Compreenda a indisciplina na escola

Para lidar de maneira correta com esse desafio, é preciso compreender como ele se forma e se desenvolve ao longo da vida do educando. Todo e qualquer problema que aparece nos processos educativos fazem parte da relação entre escola, família e aluno, independentemente da idade da criança.

É, então, a partir dessa rede de relações que a desobediência surge, isto é, não como um processo de causa e efeito, mas dentro dessa relação complexa que se estabelece entre os três atores da cena.

Nesse sentido, ela pode acontecer em função tanto da criação promovida pelos pais quanto da metodologia cansativa do professor e das regras rígidas da escola, assim como pode aparecer por meio de um processo psicológico do discente ou do professor, por exemplo.

Ter isso em mente é fundamental para não rotular os alunos nem cair em um discurso que acaba produzindo mais indisciplina, evitando a culpabilização do educando que, muitas vezes, está perdido e precisa de ajuda, seja ela socioeducativa ou psicológica.

Para garantir que esse desafio seja superado, é preciso investir no fortalecimento desta rede – escola, família e aluno –, desenvolvendo aulas interativas, proporcionando um espaço seguro, respeitoso e expressivo e criando um diálogo ativo com a família.

Mas, afinal, como promover essa interação entre a tríade escolar? Uma excelente forma para começar a aproximação com os pais é conhecê-los e acolhê-los por meio de reuniões periódicas, criação de eventos escolares e ampliação dos canais de comunicação.

Assim, você garante uma participação ativa da família no cotidiano escolar, estabelecendo laços de confiança que permitem a descoberta de questões psicológicas e socioeducativas – tanto da família quanto da escola – que podem compor a indisciplina.

Promova o apoio escolar

Não basta somente compreender como ela ocorre, não é mesmo? Os diretores precisam encontrar técnicas de enfrentamento para superar esse desafio, e um excelente começo é estabelecer uma relação ética e profissional com os professores.

Para isso, é importante promover espaços de troca – nas reuniões docentes, por exemplo – em que a equipe se sinta confortável para expor suas dificuldades e desafios. Assim, os profissionais se sentem encorajados a procurar a direção para apoiá-los nas suas decisões, bem como para estabelecer, em conjunto, diretrizes de intervenção para lidar com a indisciplina.

Esse processo incentiva os professores a enfrentarem as dificuldades com segurança e respeito, olhando para todos os elementos que compõem a cena: família, escola e aluno. Ainda, é por meio do apoio da diretoria que os professores se sentem seguros para estabelecer um diálogo aberto com a família e com a própria criança.

Além disso, é bastante comum os gestores receberem reclamações dos pais em relação à metodologia dos professores e os tratamentos que eles estão dedicando a seus filhos. Isso não só desestabiliza a atuação do corpo docente, como também demanda uma grande responsabilidade dos gestores para mediar situações incômodas que podem gerar conflitos entre a tríade escolar.

Para evitar que isso aconteça e garantir uma boa relação entre todos os atores da cena, é imprescindível lançar mão de estratégias de aproximação entre eles, desenvolvendo reuniões pessoais com a família, o educando e o professor para entender as situações conflitantes e mediar uma solução, identificando a origem do problema e quais são as mudanças que podem ser feitas – tanto pela escola quanto pela família –, estimulando ainda mais a consolidação de uma relação forte e segura.

Ainda, é importante apresentar e cumprir os planos propostos pelo Projeto Político-Pedagógico, realizando encontros e disponibilizando o material virtualmente para consulta, assim como manter-se disponível para qualquer dúvida.

Com isso, você mantém a família ativa dentro da escola, bem como ciente dos funcionamentos e propostas escolares, promovendo, então, um espaço confortável para ela expor suas dúvidas e seus feedbacks, garantindo um lugar seguro e acessível para seus filhos desenvolverem habilidades e adquirirem novos conhecimentos.

Lembre-se de que, ao promover o apoio escolar, você possibilita a criação de uma relação de confiança entre os professores e a família, gerando um espaço de discussão e debate sobre como lidar com esse desafio. Por isso, procure manter-se aberto às opiniões que possam vir de todos os lados, proporcionando reuniões para discussão do tema, se necessário.

Defina regras e limites

A diretoria pedagógica deve, sobretudo, ter conhecimento claro sobre as regras e limites da escola, passando-as de forma clara e concisa – por meio de documento impresso ou anexado ao contrato de prestação de serviços – para os professores e familiares. Dessa maneira, cada um entende as diretrizes funcionais, bem como seus direitos e deveres.

Com as regras bem definidas, os professores terão mais facilidade para se apoiar na escola, buscando diretrizes que possam orientar sua intervenção em um momento crítico de desordem, por exemplo.

É a partir delas que os professores podem desenvolver atividades que tragam elementos criativos, estimulando a atenção dos discentes e estabelecendo uma relação de troca e confiança mais profunda que, por consequência, diminui a indisciplina.

Além disso, esse processo reduz a possibilidade de rotular o aprendiz como criança-problema, ou a família como desestruturada, evitando o jogo da culpabilização e o consequente esquecimento do educando, possibilitando uma ampliação do trabalho voltado para o real problema: o aprendizado do aluno.

Por fim, procure estimular os próprios professores a desenvolverem a sua regra – desde que esteja totalmente de acordo com as diretrizes escolares — com seus discentes em um processo participativo e democrático, para garantir momentos de inclusão e escuta que favoreçam o estabelecimento de vínculos entre professor e aluno.

Estimule o controle emocional dos professores

Muitas vezes, em função das dificuldades vivenciadas pelos professores, eles acabam executando ações incômodas para os pais, tomando atitudes impulsivas e até mesmo agressivas. Por isso, uma etapa muito importante para lidar com a indisciplina na escola é manter o controle emocional do corpo docente.

Se você identificar algum comportamento diferenciado ou um problema pessoal de um professor, procure conversar com ele em particular, expondo um ambiente seguro e amigável para que ele possa trabalhar o seu equilíbrio entre a razão e a emoção.

Além disso, se for algo recorrente no seu ambiente escolar, você pode investir em capacitações e workshops sobre controle emocional e técnicas de relaxamento, garantindo soluções práticas para seus problemas.

Essa atitude gera um processo de reconhecimento do foco do problema e auxilia na diminuição de comportamentos repetitivos, além de proporcionar um ambiente seguro de trabalho.

Mantenha-se firme

Outra dica fundamental é manter-se firme nas suas convicções e limites. O processo de frustração do aprendiz é inevitável e indispensável, afinal, ele precisa ouvir diversos “nãos” para compreender as limitações que a vida constantemente apresenta.

Manter a firmeza – e não o autoritarismo – reflete em uma educação autônoma, que possibilita ao aluno tomar as rédeas da sua vida e enfrentar as consequências das suas atitudes.

Evite comparações

O problema da indisciplina não é somente o aluno, mas toda a rede de relações que ele estabelece com a escola, com a família, com os professores e com seus colegas de classe. Ao comparar o comportamento de uma criança com outra, você desestabiliza a confiança do aluno em si mesmo e nos outros, além de gerar competitividade entre os colegas.

Em outras palavras, com a falta de confiança em si e nos outros, o aprendiz pode iniciar um processo agressivo ou de revolta que transparece em sala de aula e pode se tornar uma ocorrência indisciplinar.

Justamente por isso, evitar a comparação proporciona o estabelecimento de uma relação sólida de confiança entre professor e educando, assim como dele com a escola, em que o respeito ganha voz e lidera as comunicações.

Cumpra suas promessas

Por fim, é imprescindível o cumprimento de todas as promessas feitas. Afinal, se nem a escola cumpre o que tem que cumprir, porque o aluno deveria? Essa associação muitas vezes é feita de maneira inconsciente entre os discentes e pode ocasionar a desobediência.

Desenvolva o hábito de manter tudo anotado e de criar tarefas que podem ser realizadas, assim você estimula a criança a compreender a realidade e a lidar de forma consciente com as consequências dos seus atos.

A indisciplina na escola é um desafio muito grande para toda a equipe escolar, e encontrar formas de enfrentá-la não é tarefa fácil. Lembre-se de compreendê-la de forma ampliada, respeitar os seus discentes e estabelecer uma comunicação ativa com os pais, cuidadores e professores.

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2 Comentários

  1. Avatar

    não estou conseguindo fazer o plano de aula segundo a bncc vocês podem me ajudar

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    1. Avatar

      Oi, Maria!
      Essa é uma demanda frequente pra gente e estamos elaborando um material específico para vocês.
      Acompanhe nosso blog que em breve vamos postar aqui. tudo bem? 😀

      Responder

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