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Neurociência na Educação Infantil: Transforme a aprendizagem

neurociência

Compreender como o cérebro da criança assimila o processo de aprendizagem é uma das formas de aumentar a qualidade de ensino da sua escola e, a neurociência na educação infantil é a responsável por estudar este processo.

Porém, para que a transformação seja feita de forma completa, é fundamental fornecer meios de trazer novidades às aulas, garantindo a atenção, o engajamento e o desenvolvimento pleno dos estudantes.

Nesse sentido, ao longo deste artigo você, diretor e diretora, saberá por que a neurociência na educação infantil é tão importante para o aprendizado dos seus alunos e como aplicá-la usando o maior recurso que temos com a criança: o lúdico.

Boa Leitura!

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O que é neurociência na educação infantil?

A Neurociência é o conjunto de ciências que investiga o desenvolvimento do sistema nervoso:

 

  • Como o cérebro aprende?
  • Por que cada indivíduo aprende de formas diferentes?
  • Como e por que as emoções impactam o aprendizado?

 

São algumas das inúmeras perguntas que os neurocientistas tentam responder por meio de  testes e pesquisas. Dentro da neurociência existem diversos campos de atuação, por exemplo: a neuropsicologia, neurociência comportamental, neurofisiologia, entre outros. 

 

Entretanto, como nosso objetivo é levar aos diretores e diretoras da educação infantil formas de como se desenvolver, contribuindo com a qualidade de ensino, hoje falaremos especificamente sobre a neurociência cognitiva. Vamos lá?

 

Primeiramente, é importante compreender que crianças de 0 a 6 anos não possuem filtros cerebrais, ou seja, elas apenas absorvem de forma literal tudo o que sentem, veem e aprendem. Nesse sentido, a neurociência cognitiva é a responsável por estudar o desenvolvimento do cérebro infantil, tendo como base a memória, a motivação e a aprendizagem. 

 

Assim como explica o coordenador de pós-graduação em neurociência do Instituto Brasileiro de Formação de Educadores (IBFE), João Rilton: “A neurociência cognitiva é especificamente o estudo que vai abordar atenção, memória, pensamento e quando eu trabalho essas três coisas, eu trabalho as funções principais do aprendizado. Então, a gente pode dizer que a neurociência cognitiva é a área da neurociência que estuda como o aluno aprende.”

O que a neurociência fala sobre aprendizagem?

O cérebro é um órgão que desde o útero está em constante desenvolvimento de aprendizagem, e assim continuará até o fim de nossas vidas, ainda que de forma reduzida.

 

Isso acontece em razão da neuroplasticidade que permite a modificação do sistema nervoso, fazendo com que o cérebro aprenda a partir de novas experiências e influências externas. 

 

Sempre que aprendemos algo, em nosso cérebro, há a formação de sinapses (conexão entre dois ou mais neurônios), contribuindo diretamente com as memórias de longo prazo. Visando a criação de novas técnicas para a recuperação de pacientes vítimas de AVC (acidente vascular cerebral), o Grupo YZuo, da Universidade da Califórnia, observou que a aprendizagem de uma nova habilidade colabora com o crescimento de sinapses: 

 

“Trata-se de um processo de remodelagem por meio do qual as sinapses que se formam durante o aprendizado se consolidam, enquanto outras se perdem. A aprendizagem motora imprime uma marca permanente no cérebro. Quando aprendemos a andar de bicicleta, por exemplo, uma vez que a memória motora é formada, não esquecemos o que foi aprendido.”

 

Nesse sentido, a professora Kellen Lima, MBA em Gestão de Pessoas e Graduanda em Licenciatura em Pedagogia, defende a utilização da neurociência na educação infantil: “A neurociência comprova a capacidade infinita que o cérebro tem de aprender e quanto mais é utilizado mais se desenvolve. Porém, é necessário que professores e famílias tenham responsabilidade tanto no processo de alfabetização quanto no letramento. Por exemplo, diminuindo a exposição de telas e jogos eletrônicos e aumentando o acesso a livros e leituras.”

 

Além disso, um estudo publicado no Jornal da Neurociência, The Journal of Neuroscience, identificou que crianças de zero a quatro anos têm mais facilidade em desenvolver habilidades cognitivas, desde que estimuladas.

 

Por essa razão, estudiosos aconselham que esta fase é primordial para alfabetização, inclusive, por meio de um vocabulário complexo. O Dr. Américo N. Amorim, pesquisador nas áreas de educação e neurociência, explica: 

 

“O nosso cérebro aprende a vida inteira. Mas, existem períodos que a gente tem mais facilidade pra aprender certas habilidades. A primeira infância, zero, um, dois, três, quatro anos até os seis anos é um período que chamamos de período sensível, por exemplo, para linguagem. É nesse período que a gente pode dar carga em vocabulário, expansão ao máximo de vocabulário na consciência fonológica com dois, três, quatro anos. Se você tiver a condição de falar um segundo idioma, fale com a sua criança. Eles aprendem muito mais rápido, toda essa fase de linguagem, até os cinco, seis anos.”

 

E ainda, o neurocientista e vencedor do prêmio Nobel em medicina em 2000, Eric Kandel, descobriu que a aprendizagem acontece a partir da compreensão dos pequenos processos. 

 

Ou seja, quando a criança realiza uma atividade, ela é enviada à memória de curto prazo que dura em média cinco minutos. Ao ser estimulada pelo ambiente, por meio de revisões e testes, por exemplo, a criança compreende o processo e as etapas são enviadas ao lobo parietal e frontal, responsáveis pelas memórias de longo prazo. 

 

Dessa forma, a criança retém as informações, conseguindo executá-las com maior facilidade.

 

Como trabalhar a neurociência na educação infantil?

Muitos adultos, infelizmente, tendem a subestimar a capacidade da criança entender e aprender temas complexos, deixando ‘pra lá’ alguns assuntos por acreditar que não é para a idade dela.

 

A neurociência na educação infantil, porém, explica que quaisquer assuntos podem ser compreendidos pela criança, desde que ditos de forma clara e respeitando a fase que ela está. Para isso, é necessário trabalhar com pilares de aprendizado:

 

  • Atenção

Procure manter a iluminação natural na sua escola. Janelas abertas nas salas, de preferência, grandes, auxiliam o foco. A diminuição de ruídos, assim como, a mudança de layout também contribuem para a criança se manter interessada. Estudos indicam que a mudança de layout a cada semestre, ou também, trocas de salas ou aulas externas aumentam a atenção dos alunos. 

 

  • Curiosidade

Tenho certeza que em algum momento, você foi surpreendido com uma pergunta ‘nada a ver’ com a aula, não é mesmo? Trazer a resposta dessa dúvida, usando exemplos da atividade, fortalece a compreensão e o engajamento das crianças.

 

  • Planejamento

Utilize cartazes em sala de aula com os temas da semana, brincadeiras, textos e números em geral. O objetivo é chamar a atenção dos alunos para as novidades. Mas, atenção! Não coloque muitos, pois o efeito pode ser o contrário.

 

  • Recompensa

Sabemos que o sistema de recompensa é ativado quando fazemos coisas prazerosas, mas, além disso, o sistema de recompensa também é ativado quando somos recompensados. Nesse sentido, aplicar um feedback na criança, ainda que ela tenha errado, parabenizando o esforço, é uma forma de ativar o sistema de recompensa, motivando-a a tentar de novo e se superar. Experimente!

 

A neurociência na educação infantil é importante tanto para o aluno quanto para o professor. Pois, ela permite que o educador crie uma conexão afetiva com as crianças. 

Entender, respeitar e acolher as emoções e necessidades de cada estudante, é fundamental para o grau evolutivo de aprendizagem.

 

Álvaro Bilbão, neuropsicólogo espanhol, explica o fenômeno: “[As crianças] que se nutrem com alimentos, com jogos, exercícios, fazem com que o cérebro esteja preparado para se desenvolver. Se a criança, nos seis primeiros anos, não tiver a oportunidade de experimentar o mundo, descobrir as coisas, se não receber afeto dos seus pais, se não se comunicar, o cérebro terá carências que podem durar toda a vida. Sabemos que as crianças que não recebem afeto se tornam adultos com menor desenvolvimento cerebral.”

 

Dessa forma, ainda que, por algum motivo, a criança não receba afeto em casa, é fundamental que na escola, esta falta seja minimizada, garantindo assim um melhor desenvolvimento.

 

Para saber mais sobre como trabalhar a neurociência na educação infantil e outros assuntos voltados ao desenvolvimento pleno de seus alunos, acesse nosso acervo e baixe, gratuitamente, nossos materiais.

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