Gestor escolar: se atente ao prazo de adaptação à BNCC

A data limite para implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) está se aproximando: o início do ano letivo de 2020 está a alguns meses à frente e todas as escolas precisam estar preparadas. Na corrida para se adaptar a esse documento, que estabelece o que todas as crianças têm direito a aprender nas escolas, o papel do gestor escolar é essencial.

Embora não seja ele quem estará na sala, colocando em prática os princípios da BNCC, é ele que vai liderar o processo de implementação como um “guardião do planejamento” do projeto pedagógico, que deverá ser alinhado às diretrizes da Base.

Essa preparação não é tarefa fácil para as escolas, que enfrentam uma série de desafios no caminho da implementação. Entre eles está o tempo, que, mais do que nunca, é curto. Encontrar momentos na rotina puxada dos professores para discutir o assunto com qualidade é, sem dúvida, um obstáculo. Outra dificuldade é a falta de material apropriado para construir um projeto relevante e que atenda à BNCC. Em muitas escolas, a adequação à Base exigirá uma reestruturação completa do material utilizado até então.

Há, ainda, um terceiro desafio que é o desinteresse de alguns profissionais e o descrédito deles no projeto. Nesse caso, o gestor escolar terá um trabalho duplo, pois, além de liderar todo o processo de adaptação à BNCC, ainda terá que convencer seus profissionais sobre a importância de eles se envolverem na empreitada, assim como de conhecerem com propriedade as diretrizes do documento.

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Gestão de tempo

Ter noção clara dos prazos de cada etapa da implementação do projeto é primordial. Para isso, o gestor escolar deverá construir um cronograma detalhado que antecipa os próximos passos da implementação da BNCC. Essa definição o ajudará a se manter organizado, mas também será uma forma eficiente de comunicar aos profissionais sobre as urgências do processo. Uma vez que os prazos estão detalhados num cronograma, a equipe também precisará se mover para que eles sejam cumpridos.

Mas é importante frisar que a construção desse cronograma deve ser realista. Não adianta o gestor escolar despejar em uma agenda os ideais de um processo de implementação, sendo que a realidade de sua escola não permite tantas etapas. O desafio é criar um planejamento que seja possível de cumprir e, ao mesmo tempo, gere resultados que vão atender à exigência de adaptação à BNCC até o início de 2020.

O tempo também será economizado se o gestor e os professores estiverem afinados com o conteúdo da BNCC. A preparação anterior dos profissionais e o conhecimento real das diretrizes permitirão que as reuniões de planejamento fluam rapidamente, uma vez que não será necessário perder tempo com explicações detalhadas ou comentários fora do contexto. Conhecer a BNCC é entender como ela está organizada: quais as áreas compõem o documento; quais os componentes curriculares; quais são as Competências Gerais e de que maneira se relacionam com as diferentes áreas, entre outros temas.

O gestor escolar deve dar suporte e incentivar a equipe

Nenhuma dica é mais valiosa do que prestar atenção à equipe. Esse é um dos maiores desafios do gestor escolar, pois são os professores que farão as coisas acontecerem na prática. É preciso lembrar que a BNCC altera não apenas a forma de se planejar o currículo, mas toda a lógica do ensino e isso inclui a postura do professor. A verdade é que as diretrizes da nova Base exigem um educador menos depositante de conteúdo e saber e que ele seja mais mediador. E é por isso que os professores precisam ser orientados para que comprem a ideia e se dediquem a ela.

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Dessa forma, a primeira tarefa do gestor escolar é verificar se a equipe está engajada no projeto. Se não estiver ou se esse engajamento for frágil, sua missão é criar a visão. Para isso, é preciso que o gestor tenha pleno conhecimento dos objetivos da BNCC, a fim de que consiga fazer uma defesa legítima do tema.

Uma forma de vencer resistências é mostrar à equipe como a BNCC pode trazer ganhos para o seu trabalho na prática. É importante evidenciar que o documento, apesar de ter um linguajar técnico, não engessa a ação do professor em sala, pelo contrário, mostra um leque de possibilidades dizendo onde ele pode chegar.

Vencida essa etapa, o gestor passa, então, a motivá-los nessa tarefa árdua que é readequar o projeto pedagógico à Base. Do ponto de vista prático, o gestor escolar pode propor encontros formativos para a discussão das diretrizes da BNCC e das possíveis aplicações em um projeto pedagógico.

Vale ressaltar que o esforço coletivo é vital para o processo e deve ser amplamente reforçado pelo gestor. Aliás, a BNCC tem uma proposta baseada em “campos de experiências”, de forma que a leitura do professor sobre os alunos e a escuta dele em sala de aula são de grande valia e podem resultar na criação de ferramentas diferenciadas e propostas criativas para o projeto pedagógico.

Além de dar voz à equipe, entregar feedback é outra forma de incentivar os profissionais e mantê-los motivados no processo de implementação da BNCC. Dar a devolutiva é uma forma de acompanhar e acolher a equipe, evitando um sentimento de abandono.

Busca de referências

É de conhecimento amplo que a BNCC não é um currículo para ser executado em sala de aula, mas um documento que contém as diretrizes básicas do que deve ser ensinado. Sendo assim, cada escola terá que criar um projeto pedagógico, um caminho para a garantia desses princípios exigidos na Base. Mas, como fazer isso se boa parte do material utilizado até então não segue essa lógica? De onde tirar todas essas estratégias?

Cabe ao gestor escolar indicar fontes confiáveis à sua equipe para a busca de inspirações. Entre elas podemos sugerir nossos ebooks “Guia prático de aplicação de competências socioemocionais da BNCC” e “Plano de aula diário para Educação Infantil”. Mas, há muitas outras possibilidades de pesquisa, como as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica” e os documentos do Ministério da Educação (MEC): “Indagações sobre currículo”; Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil e Indicadores de Qualidade na Educação Infantil.

Além disso, o gestor pode ficar atento a canais como Youtube e sites especializados em educação para encontrar cursos, palestras e workshops que sirvam de inspiração.

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