Traços, sons, cores e formas: você sabe como trabalhar esse campo de experiência em sala de aula?

O mundo está cheio de traços, sons, cores e formas. Para onde olhamos, seja lá onde pisamos ou tocamos: em cenários urbanos ou da natureza somos invadidos por essa diversidade de estímulos tão importantes para a nossa compreensão de mundo. E é exatamente esse o terceiro campo de experiência definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como fundamental para o aprendizado na educação infantil.

Como você já deve saber, a BNCC organiza a educação infantil em cinco campos de experiência, que são vivências importantes que as crianças precisam ter para se desenvolver de forma integral. Essas experiências estão relacionadas à vida cotidiana das crianças e aos seus saberes e são utilizadas no processo de ensino.

É importante lembrar que a Base, como o próprio nome diz, é apenas um ponto de partida para os educadores. O currículo, que é como o professor vai garantir o cumprimento da BNCC, deve ser construído pela escola. Se você quiser saber mais sobre isso consulte nosso ebook “Como organizar o currículo segundo os campos de experiência da BNCC”.

Nesse artigo vamos detalhar o campo de experiência: Traços, sons, cores e formas e oferecer algumas dicas práticas sobre como o educador pode desenvolvê-lo na escola.

Entenda o campo de experiência

O foco desse campo é a interação das crianças com materiais e sons que as permitam conhecer cores, formas e texturas diversas nos objetos. Também como volume, intensidade e frequência (grave ou agudo) de instrumentos musicais ou outros materiais que emitam sons, como uma colher batendo numa panela.

Segundo a BNCC, esse campo de experiência está muito associado a manifestações artísticas, culturais e científicas que as crianças podem ter dentro da escola ou em visitas a outros espaços. O documento exemplifica que as experiências desse campo podem ser vivenciadas em diversas linguagens, como as artes visuais, música, teatro e dança. Além disso, o audiovisual por meio de mídias eletrônicas também é uma fonte.

O contato com essas experiências é fundamental para que a criança entenda a diversidade do mundo que a cerca. É importante também para que desenvolva senso estético e crítico, entenda mais sobre si mesma e sobre o outro. A BNCC sugere que essas vivências sejam não apenas apresentadas aos alunos, mas que a escola os convide a experimentá-las, fazendo suas próprias músicas, pinturas e danças.

Como trabalhar esse campo de experiência com bebês?

Nos primeiros meses de vida de uma criança, o seu cérebro recebe uma verdadeira explosão de sinapses. Elas são as conexões entre os neurônios que garantem o desenvolvimento da criança. É por isso que essa é uma fase tão importante: para que as sinapses aconteçam, o bebê precisa ser estimulado e nada melhor do que a apresentação dos traços, sons, cores e formas.

Diferente da visão que ainda não está 100% desenvolvida quando o bebê nasce, a audição é perfeita já na fase de recém-nascido. O bebê escuta desde o ventre da mãe e, por isso, esse é um sentido que pode ser muito explorado. Uma dica é usar sons produzidos com o próprio corpo ou com objetos. Melodias são sempre bem-vindas e é importante estimular o bebê a acompanhar nem que seja só com balbucios.

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A apresentação de materiais com cores e texturas diversas também é muito importante. Deixar a criança pegar no alimento e explorar brinquedos com formas também são estratégias simples, mas que ajudam na exploração desse campo.

Dicas práticas para trabalhar o campo de experiência na sala de aula

Na medida em que as crianças crescem é preciso introduzir os traços, sons, cores e formas de forma mais criativa nas atividades. Isso porque somente a apresentação de objetos ou de sons já não vai mais interessá-las. Nesse sentido, os educadores precisam pensar em brincadeiras, jogos e exercícios. Eles devem permitir a vivência desse campo de experiência ao mesmo tempo em que a criança interage e responde a comandos.

Você pode tirar algumas ideias do que fazer em sala no nosso ebook plano de aula segundo a BNCC. Mas, aqui nós também trazemos algumas sugestões:

Rodas de música

Fazer uma grande roda com as crianças e entregar a elas diferentes instrumentos, sejam verdadeiros ou construídos com sucata, por exemplo. A ideia é montar uma grande orquestra, mas também introduzir desafios no meio da brincadeira. Pode-se combinar que, quando a professora disser o nome de uma criança, ela vai tocar sozinha. Mas quando disser “todos juntos” a orquestra volta com todos tocando ao mesmo tempo.

A brincadeira ajudará as crianças a discernirem os sons juntos e separados e ainda estimulará sua atenção, uma vez que terá que ficar atenta à convocação de seu nome e ao comando para que todos toquem.

Que som tem lá fora?

Outra dica é levar as crianças em ambientes externos. Pode ser desde o parquinho da escola até uma praça ou outro ambiente em que elas consigam interagir com diferentes sons. A professora deve convidar as crianças a fazerem silêncio e ouvirem por alguns instantes o que se passa ao redor. Em seguida as crianças podem ser estimuladas a falarem sobre isso e a imitarem esses sons, como o canto de um passarinho, o motor ou a buzina do carro ou uma sirene, por exemplo.

Dança com tecidos

Entregar a cada criança retalhos de tecidos de diferentes cores e formas. Podem ser pedaços de TNT ou lençóis, por exemplo. As crianças então podem ser convidadas a dançarem ao som de uma música animada, movimentando os tecidos ao ritmo da melodia e trocando os retalhos entre si. O visual dessa dança de cores e formas é surpreendente.

Dia de arte

As crianças podem ser convidadas para um dia de arte, quando elas terão liberdade para criarem o que quiserem. É importante dar opções a elas, como argila ou massa de modelar, tintas, papéis diversos, cola e sucata. Tudo com muita cor e diversidade em formas. Estimular o uso de diferentes tipos de materiais como lápis de cera, canetão, giz e pincel pode ser importante para incentivar os diversos tipos de traçados. A experiência de mistura de cores para criar outros tons pode ser uma excelente estratégia para esse momento também. As obras de artes poderão ser expostas ao fim do dia.

Não pare de estudar!

A última dica é direcionada aos professores: mantenham um ritmo acelerado de busca de novos conhecimentos e inspirações. Isso vai ajudá-los a manter uma turma engajada e com alto nível de desenvolvimento. Se você quer saber ainda mais sobre como trazer todas as exigências da nova Base para a sala de aula baixe o ebook: Como aplicar as competências socioemocionais da BNCC.

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2 Comentários

  1. Avatar

    Estudar e aprofundar sobre as normas que requer a BNCC é muito relevante e necessário para nós que atuamos como educador.
    A jornada formativa que tivemos no município de Nova Canaã foi de suma importância para nossa vida profissional aprender não é simplesmente uma necessidade mas também é um enriquecimento na nossas carreiras e em nossas vidas mas só nesse encontro não deu para aprimorar todas as necessidades com certeza devemos se reunir outras vezes.

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    1. Avatar

      Ótimo relato, Antônio Carlos!
      Sem sombra de dúvidas, o aprendizado deve ser contínuo e enriquecedor tanto no campo profissional quanto no aspecto pessoal!

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