Volta às aulas na pandemia: veja dicas para o retorno dos alunos na educação infantil

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A pandemia do Coronavírus completa um ano no Brasil e a volta às aulas presenciais ainda é uma incógnita em muitas cidades. Sem um plano nacional do  Ministério da Educação, a decisão fica por conta dos estados e municípios, que têm se posicionado de maneira diferente sobre esse retorno.

Em várias cidades as escolas reabriram no início de 2021 com, pelo menos, parte do atendimento presencial. Mas, com o avanço da doença, o surgimento de novas variantes do vírus e a lentidão da vacinação, muitas voltaram a fechar e mandaram as crianças de volta para casa, como foi o caso de várias instituições de ensino em Brasília.

Mesmo que a volta às aulas presenciais ainda não aconteça nesse momento, é fundamental que as escolas se preparem para um possível retorno ainda num cenário de pandemia. Isso porque a solução do problema está longe e as instituições talvez tenham que adotar estratégias para receber as crianças de forma segura.

Na educação infantil esse desafio é ainda maior, tendo em vista que o contato dos professores com os alunos é muito mais próximo. Além disso, as crianças poderão ter dificuldades com essa readaptação à rotina escolar. Os professores certamente terão que lidar com questões emocionais, como medo, ansiedade, desobediência e agressividade desses alunos que ficaram um ano inteiro em casa, desconectados da escola.

Sua instituição de ensino está pronta para esse retorno durante a pandemia? Neste artigo você vai ler algumas dicas sobre como fazer uma volta às aulas mais segura e tranquila para os seus alunos, enquanto convivermos com a Covid-19. Confira!

Medidas de proteção à saúde

A preocupação mais óbvia no retorno às aulas nas instituições de educação infantil é com a saúde dos alunos, professores e demais funcionários. E essa é, de fato, uma das prioridades das escolas na hora de pensar nas adequações necessárias para receber as crianças ainda no período pandêmico.

Assim como em qualquer estabelecimento que tem movimento de público, as escolas terão que cumprir medidas básicas de proteção. 

Alguns exemplos são a obrigatoriedade do uso de máscaras para todos, a medição de temperatura de quem tem acesso à instituição e a garantia de dispensadores de álcool em gel 70% nas salas de aulas e demais ambientes. Esses e outros cuidados estão listados no Guia de implementação de protocolos de retorno das atividades presenciais nas escolas de educação básica, do MEC.

Mas, como nas escolas infantis há uma rotina muito particular que passa pelo cuidado próximo dos alunos, a direção terá que ficar atenta a outros riscos de contágio e oferecer medidas específicas de prevenção. Veja alguns exemplos:

Manter a limpeza frequente 

Além da higienização dos espaços e superfícies como cadeirinhas, tapetes e trocadores, a escola deve eliminar o compartilhamento de objetos, como brinquedos, lápis de cor, tesoura e cola. O ideal é que cada criança tenha seu próprio kit e, após o uso, tudo seja devidamente limpado. Outro cuidado nesse sentido é suspender o uso de armários compartilhados.

Restringir a circulação de pessoas

É muito comum a circulação de pessoas de fora da comunidade escolar nas dependências da instituição. Normalmente são convidados para atividades especiais, como músicos ou recreadores, ou ainda, profissionais de atividades ligadas à escola, como os auxiliares dos ônibus escolares. 

Nesse período de pandemia é importante que a escola restrinja ao máximo esse movimento. Até mesmo o momento de chegada e saída dos alunos deve ser organizado para que não haja aglomeração dos responsáveis na porta.

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Evitar atividades coletivas

Embora as práticas que promovam a coletividade tenham grande importância na educação infantil, nesse cenário de pandemia elas devem ser evitadas. Isso quer dizer que o planejamento do currículo deve priorizar atividades que os alunos não precisem ficar muito próximos, nem compartilhar objetos, alimentos ou tocar nas mesmas superfícies um após o outro. 

Dentro da sala de aula, a professora deve organizar os colchonetes com o máximo de distanciamento que puder, colocando as crianças deitadas de forma invertida: alternando a posição dos pés e da cabeça. Já as atividades físicas devem ser feitas ao ar livre, respeitando a distância mínima de 1 metro entre os alunos.

Adequar ambientes com ventilação natural 

A escola deve adaptar as salas de aulas e demais ambientes coletivos para que tenham a ventilação adequada, de preferência natural. Em vez de ventiladores ou ar-condicionado, priorize manter portas e janelas abertas, sem deixar de observar também a segurança dos alunos. 

Garantir condições de trabalho aos funcionários

De nada adiantará cuidar do bem-estar das crianças, se a escola também não estiver atenta às condições de trabalho dos profissionais que estão em contato com os alunos. É imprescindível a garantia dos equipamentos de proteção individual necessários, como máscaras de proteção, face shield, álcool em gel e luvas descartáveis, tanto para os funcionários da limpeza, quanto para os que farão a higienização da criança.

Atenção à detecção de casos de Covid-19

Mesmo que a escola siga todas as instruções de prevenção, ainda assim pode receber uma criança infectada pelo Coronavírus. Por isso é importante que a escola mantenha uma boa comunicação com a família, incentivando o isolamento social e alertando sobre a observação dos sintomas. 

Se a criança apresentar algum sintoma da Covid-19 na escola, os pais deverão ser comunicados imediatamente para que a busquem. Ela deverá aguardá-los em ambiente separado dos demais. Em caso de resultado positivo para a doença, a instituição deve notificar as autoridades de saúde pública.

Dicas de atividades pedagógicas 

Mas não é apenas a prevenção do contágio da doença que deve preocupar a direção da escola infantil no retorno às aulas durante a pandemia. Além das medidas práticas de proteção à saúde, a instituição também deve pensar em atividades pedagógicas que acolham essas crianças no quesito emocional.

O Instituto Ayrton Senna elaborou um documento que pode ser útil nesse sentido. Nós também separamos algumas dicas práticas que podem ajudar o professor a tornar esse retorno menos traumático e mais confortável. Confira:

Promova momentos de escuta

A chegada das crianças na escola após um longo período de isolamento pode produzir um turbilhão de sentimentos como medo, ansiedade, saudade dos pais, entre outros. A professora pode incentivar as crianças a falarem sobre isso em momentos dedicados ao compartilhamento de emoções. Ao falar sobre o que está sentindo, a criança se sente acolhida e ganha coragem para enfrentar os desafios.

Comunique as regras de forma lúdica

Para cumprir todas as medidas de prevenção à saúde, as crianças terão que receber uma série de regras, como obedecer o distanciamento, não compartilhar objetos e até a forma correta de tossir e espirrar. Para que esses comunicados não gerem tensão nas crianças, eles podem ser feitos de forma lúdica em brincadeiras ou canções, por exemplo. Outra dica é sinalizar de forma criativa no chão ou nas paredes as posições que devem ser mantidas para o distanciamento.

Ensine sobre esperança

A Covid-19 trouxe muitas perdas e sentimentos ruins em relação ao presente. Por isso, muitas crianças podem chegar à escola estressadas e entristecidas. Uma boa forma de acolhê-las e incentivá-las no retorno às aulas é ensinar sobre esperança. Atividades como uma “Árvore dos Sonhos” ou uma “Cápsula do Tempo” com projeções para o ano podem ajudá-las a pensar de forma positiva sobre o futuro.

Estimule a coletividade à distância

Como já comentamos, o estímulo à interação com o outro é essencial na educação infantil. Mas, nesse período de alto risco de transmissão do Coronavírus, isso deve ser incentivado sem o contato físico próximo. Algumas alternativas são, por exemplo, brincadeiras de mímica e corrida de obstáculos para os pés.

A pandemia traz, sem dúvida, novos desafios para os professores na educação infantil. É essencial que esses profissionais se mantenham atualizados, buscando alternativas para receber as crianças nesse novo cenário. Se você quer mais dicas de atividades, baixe nosso calendário de datas comemorativas do 1º semestre.

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